Educação e Envelhecimento: Estudo Sobre a Sensibilização de Acadêmicos de Educação Física em Relação à Velhice

Por: Maria Auxiliadora Vasconcelos Peres Lima.

2006 10/11/2006

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Resumo

Educação e Envelhecimento: Estudo Sobre a Sensibilização de Acadêmicos de Educação Física em relação à velhice. Cuiabá/MT – UFMT – Mestrado em Educação, PPGE, 2006. A expectativa de vida vem crescendo em nível mundial. Em 2025 haverá possivelmente uma população de 30 milhões de pessoas com idade acima de 60 anos em nosso país. É essencial que a comunidade científica comece a discutir o assunto, e a educação, em todos os níveis, tem papel fundamental por ser um instrumento de formação e desenvolvimento dos indivíduos que serão responsáveis pela criação das bases para um envelhecimento humano sustentável social e econômico. A Secretaria de Educação Superior buscando a integração das diversas áreas de conhecimento e de atuação profissional recomenda a sensibilização das comunidades acadêmicas, científicas e profissionais para este fenômeno que vem ocorrendo praticamente em todo mundo. Diante destas evidências, esta pesquisa teve como objetivo investigar se um projeto de extensão interdisciplinar é capaz de sensibilizar acadêmicos de Educação Física para as questões da velhice. Se é capaz ainda de promover mudanças nas intenções deles em trabalhar com velhos e se o interesse despertado permanece ao longo do tempo. Foi realizada uma pesquisa ação e a amostra foi constituída por 45 alunos, matriculados no curso de Educação Física do Centro Universitário de Várzea Grande - UNIVAG, em 2005. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram observações, fotos e dois questionários. Um aplicado na 8.ª fase do projeto e o outro 10 meses após, com questões referentes aos tipos de experiências com o envelhecimento, o interesse em trabalhos com velhos e suas percepções sobre o contato direto com os velhos durante o projeto realizado. Os dados encontrados mostraram que o interesse dos acadêmicos em trabalhar com velhos se modificou com o trabalho desenvolvido. E após 10 meses quando de novo avaliados, o interesse despertado permaneceu e diante do contato direto com o velho durante o trabalho desenvolvido parece que suas concepções sobre o velho e a velhice se modificaram diante da visão da realidade da vida na velhice, e do conhecimento dos ciclos da vida. Assim, podemos dizer que, os alunos foram levados à reflexão a respeito do processo do envelhecimento nas suas variáveis biológicas, psicológicas e sociais, através de conhecimentos teóricos, práticos e do contato direto com velhos, estratégias organizadas pelo projeto de extensão interdisciplinar. As estratégias utilizadas foram eficientes para a sensibilização dos sujeitos aumentando seus interesses em trabalhar com velhos o que vem concordar com estudos semelhantes realizados na USP por Teixeira e Okuma em 2004.

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