Educação Física na Educação Infantil: Uma Parceria Necessária

Por: Joana S. Magalhães, Marília Corrêa Kobal e Regiane Peron de Godoy.

Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte - v.6 - n.3 - 2007

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Resumo

A LDB 9.394/96 afirma que a Educação Física é componente curricular da Educação Básica, a qual compreende a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. O Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Física Escolar – GEPEFE - da Faculdade de Educação Física da PUC-Campinas tem ealizado estudos sobre a Educação Física na Educação Infantil, ndicando que diretores, pais e professores polivalentes reconhecem o significado e a importância da Educação Física neste segmento escolar, embora nem sempre o discurso corresponda à prática. Isto parece refletir a desvalorização histórica da Educação Física no cenário educacional, e o desconhecimento de sua real contribuição na formação do indivíduo. As reflexões sobre o assunto em questão iniciam-se pela caracterização da criança da Educação infantil; em seguida, realiza-se um breve resgate histórico da Educação Física Escolar no Brasil; e relaciona-se a Educação Física na Educação Infantil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e o Referencial Curricular para a Educação Infantil. Vários autores (GALLAHUE, 2005; FREIRE, 1997; TANI et al, 1988) enfatizam a relevância do desenvolvimento integral do indivíduo, compreendendo os aspectos motor, cognitivo e afetivo-social, havendo uma interdependência entre esses aspectos. Salientam também, ser entre dois e sete anos - esta é a faixa etária da criança na Educação Infantil - a fase de aquisição dos movimentos fundamentais, que vão se constituir na base de toda aquisição motora posterior. Sem a aprendizagem efetiva desses movimentos, não é recomendável aprender os gestos técnicos de um esporte, uma dança, ginástica ou luta. A experiência motora adequada reflete-se também na alfabetização e raciocínio lógico-matemático (Freire, 1997), de forma que os domínios psicomotores constituem pressuposto básico para a leitura e a escrita (LE BOULCH, 1986; GALLAHUE, 2005). Entretanto, KISHIMOTO (2001) alerta para a fragmentação desses aspectos do desenvolvimento infantil na organização do espaço físico, materiais e práticas pedagógicas. Por que separar o que deve ser integrado? Desta forma, o presente estudo pretende refletir sobre as questões aqui levantadas, e analisar as contribuições da Educação Física na Educação Infantil, propondo uma parceria entre diretores, professores polivalentes, professores de Educação Física e pais, no sentido de uma melhor qualidade da Educação Infantil, repercutindo na formação de cidadãos mais humanos, saudáveis e felizes.

Endereço: http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/view/1223

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