Educação Física no Ensino Médio Noturno na Região Sul do Rio Grande do Sul: Realidades e Possibilidades

Por: José Eduardo Nunes de Vargas.

106 páginas. 2009 00/00/0000

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Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar a realidade da Educação Física (EF) no Ensino Médio noturno (EMN) da Região Sul do RS, projetando como seus fundamentos pedagógicos deveriam ser constituídos, segundo a visão de seus professores. Para se estudar o entorno do contexto educacional da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e contribuir com mudanças na sua zona de influência se delimitou a pesquisa às escolas situadas nas 12 cidades vinculadas a sua região de abrangência: Arroio Grande, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Herval, Jaguarão, Morro Redondo, Pedro Osório, Pelotas, Piratini, São Lourenço do Sul e Turuçu. De cunho qualitativo o estudo se utilizou de entrevista semi-estruturada, aplicado-a junto a quatorze docentes da rede pública estadual de ensino, vinculados ao EMN, com formação específica em EF. Foram descritos como se encontravam os fundamentos pedagógicos, delimitados por planejamento, objetivos, competências e habilidades, conteúdos, procedimentos de ensino, avaliação, materiais e instalações. Delineou-se aqueles que estavam sendo ministrados (EF real) pelos professores, conjuntamente à suas projeções a cerca do ideário pedagógico (EF ideal). Pode-se verificar que a EF real se utiliza de conteúdos desportivo-recreativos, caracterizando-se pela precariedade de materiais e de instalações, possuindo objetivos e estilos de ensino que privilegiam a participação do aluno como fim, em detrimento a conteúdos salutares ou de enriquecimento da cultura corporal discente. O desenvolvimento de competências e habilidades não acontece de forma consciente, em virtude do desconhecimento docente. Já Idealmente seriam necessárias melhores instalações, tanto esportivas, quanto ginásticas, junto a oferta de material necessário a prática da EF. Finalmente ao docente deveriam ser oportunizadas melhores condições materiais e instalativas, junto ao estímulo a formação continuada. Questiona-se ainda a Legislação que torna a EF facultativa para maioria do alunado, privando-o de conhecimentos teóricos e práticos a cerca da qualidade de vida. Portanto, tendo em vista as necessidades físico-educativas, compensatórias às diversas atividades laborais discentes, urge um repensar sobre a função da EF para o EMN.  
 

Endereço: http://wp.ufpel.edu.br/ppgef/dissertacoes_2009/

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