Educação Física Escolar: Aulas Mistas ou Separadas Por Sexo?

Por: Renata Zuzzi e Tânia Mara Sampaio.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: Esta pesquisa concluída no mestrado avaliou o conhecimento e
uso das reflexões das teorias de gênero na formação profissional em Educação
Física. Quando se busca esclarecimentos sobre a corporeidade feminina e
masculina, exige-se a análise do contexto histórico-cultural-social que organiza
uma concepção de corporeidade do ser humano em uma complexa teia de
relações, marcada por diferenças entre os sexos e múltiplas construções de
gênero, as quais podem ser transformadas em desigualdades. Entre os caminhos
epistemológicos, optamos por compreender a corporeidade interrogando-a e
analisando-a pela mediação de gênero, que é "um elemento constitutivo de
relações sociais baseado nas diferenças percebidas entre os sexos" (SCOTT, 1991,
14) e significam necessariamente relações de poder refletindo-se em assimetrias
de gêneros nas várias esferas da vida, como na própria Educação Física Escolar.
A forma como se percebem essas diferenças entre os sexos pode influenciar
de forma direta a ação docente em suas práticas pedagógicas. Por isso
indagamos: Como os futuros profissionais da área pensam a prática da Educação
Física nas escolas? Qual sua opinião sobre as aulas separadas por sexos? Materiais
e Métodos: foi realizada uma composição de pesquisa bibliográfica e de campo.
Esta última, com 58 discentes finalistas do curso de Educação Física diurno de
2004, da Universidade Metodista de Piracicaba, por meio de questionário
estruturado, visando colher a opinião discente sobre as aulas de Educação
Física separadas por sexo. Resultados: Sobre esta questão, 40% dos alunos
discordaram plenamente. Entre as outras opções a resposta dos alunos variou
em 24% discordando , 15% discordando muito , 9% concordando, 3% não
tendo opinião a respeito e 9% dos alunos não responderam a questão. Quanto
às alunas, 52% discordaram plenamente, 36% discordaram", 8% não tiveram
opinião formada e 4% não responderam. Conclusões: Apesar do número
significativo de pessoas que discordam, há algumas que apresentam dificuldades
em identificar a situação implicada. A reflexão sobre gênero na formação
profissional se faz importante, para alterarmos não apenas práticas pedagógicas
como também construir uma sociedade equitativa superando preconceitos e
estereótipos cristalizados na cultura, preterindo as mulheres de desenvolverem,
entre outras atividades, suas capacidades e habilidades em diversas práticas
físicas e esportivas

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/71_Anais_349.pdf

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