Educação Física Escolar e Transversalidade: o Mergulho e Suas Possíveis Articulações com a Educação Ambiental

Por: Cassio Martins, Gustavo Alves Vinand Kozloswski de Farias, Kátia Mara Ribeiro, Marcelo Paraíso Alves e Thais Vinciprova Chiesse de Andrade.

VIII Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura - CBAA

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Resumo

O presente relato se desenvolveu no Instituto Educacional Porto Real – RJ, com as turmas do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio. A referida experiência se aproxima do Esporte de Aventura (PEREIRA, 2010), pois este tem se caracterizado como um conteúdo possível a ser desenvolvido no cotidiano das aulas de Educação Física (AMBRUST; PEREIRA, 2010; SANTOS; GOMES; PEREIRA, 2012). Sabendo que o Esporte de Aventura se insere no âmbito da cultura corporal de movimento (DARIDO, 2005), o presente trabalho tem como objetivo discutir a Educação Física Escolar, mais especificamente o “Mergulho Livre” (MASSETTO; BELLEZZO, 2013) como um espaço cujo potencial – transversalizante - permitiria o diálogo com outros campos do saber: Geografia, Biologia, História, e outras temáticas (sustentabilidade, meio ambiente, solidariedade, valores éticos, dentre outros) possibilitando a articulação com a Educação Ambiental. No entanto, diversos são os questionamentos sobre sua aplicabilidade, o acesso de professores aos recursos necessários, o acesso aos conhecimentos específicos para sua prática, dentre outros, o que justifica a visibilização desta prática pedagógica. Como percurso didático-metodológico a prática pedagógica ora apresentada seguiu no transcorrer de 7 aulas, dispostas no 1º bimestre de 2014, o seguinte percurso: Na 1º aula foi apresentada a proposta de trabalho - Mergulho livre - a ser realizado na lagoa azul na Ilha grande – Angra dos Reis - RJ. Cabe ressaltar que as disciplinas de História e Biologia estão envolvidas no Projeto Interdisciplinar. Posteriormente, apresentamos o histórico do mergulho e suas especificidades (MASSETTO; BELLEZZO, 2013). Na 2ª aula propomos a elaboração de grupos de pesquisa, onde a turma foi dividida em três grupos (máscara, snorkel e nadadeira). Os grupos tiveram duas semanas para a constituição e apresentação do trabalho seguindo a seguinte descrição: características do material, utilização e vídeo. A 3º aula a articulação com a Educação Ambiental e as diferentes percepções do ser humano sobre meio ambiente, conforme sugerido por Reigota (1991). Na 4ª aula ocorreram as apresentações dos trabalhos e o debate envolvendo dúvidas e curiosidades. Na 5ª aula foi realizada uma aula prática em um clube local, cujo objetivo foi a vivência dos equipamentos de mergulho. Na 6ª aula foi a visita a Ilha Grande, mais especificamente na Lagoa Azul – AR. Na 7ª realizamos a avaliação do projeto, buscando discutir coletivamente a articulação do que foi apreendido com o conteúdo das aulas de Educação Física e das outras disciplinas envolvidas.

Endereço: http://cev.org.br/biblioteca/anais-do-viii-congresso-brasileiro-de-atividades-de-aventura-cbaa

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