Educação Física e Jogos Cooperativos na Terceira Idade: a Experiência de Embu das Artes

Por: Marilza Aparecida Marques.

2008

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Resumo

Esta dissertação se pauta em pressupostos considerados relevantes nas áreas da Educação Física e da Gerontologia, ao enfatizarmos a importância da cultura corporal, em especial quando focalizamos a realidade da velhice, os valores e as vivências do ser que envelhece. Admitindo-se a relevância dos ambientes de convívio social como espaços favoráveis a diferentes formas de expressão das individualidades na reconstrução do coletivo, é que situamos o foco desta pesquisa, contemplando o idoso e sua participação em atividades esportivas, em especial na modalidade de jogos. O estudo realizado, cujo objetivo é identificar as representações e formas de vivência do desporto pelo idoso, em particular nos jogos cooperativos, pauta-se na concepção de que a velhice deve ser investigada considerando-se a necessidade da sua contextualização e complexidade, para que possamos identificar as singularidades nela contidas. Neste sentido se ressalta a importância da pesquisa qualitativa para analisar a prática dos jogos cooperativos com idosos e sua relação com o processo de desenvolvimento humano. O marco teórico sustentado por reflexões temáticas sobre Educação Física, motricidade humana, jogos, envelhecimento e velhice constituem-se em elementos que fundamentam a pesquisa de campo, realizada através de procedimentos condizentes com a abordagem qualitativa, utilizando a observação e entrevistas semi-estruturadas como instrumentos de coleta de dados. Os sujeitos selecionados são idosos inscritos no Programa de Atendimento à População Idosa, do Centro de Referência do Idoso, localizado na cidade de Embu das Artes, no Estado de São Paulo. A análise dos dados, embasada nos fundamentos teóricos permitiu avançar na concepção e significado da prática de esportes, tendo como base os princípios da cooperação. Os resultados apontam, também, a importância da vivência compartilhada do idoso, no desafio de conviver com diferenças e descobrir-se como sujeito de intervenção, facilitador de mudanças na construção de novas formas de praticaresporte, em particular o jogo, criando regras diferenciadas de participação, o que reflete na sua vida pessoal e no resgate e construção de novas formas de interação e relacionamento social

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