Educação Física no Ensino Médio: Convergências e Divergências nos Discursos Docente e Discente

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192 páginas. 2005 01/12/2005

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Resumo

O presente trabalho visou relatar, discutir, questionar, como também objetivou construir um novo olhar sobre a participação discente nas aulas de Educação Física Escolar, mais especificamente para as aulas desenvolvidas no Ensino Médio. Já o objetivo central deste trabalho foi identificar quais seriam as razões, os motivos e/ou as argumentações que levam os discentes a participarem ou não das aulas de Educação Física do Ensino Médio, tanto por meio dos discursos dos próprios alunos quanto dos seus docentes. Ao fazer o levantamento bibliográfico, encontramos algumas propostas desenvolvidas na Educação Física do Ensino Médio, porém, nem todas realmente se efetivaram ou se tornaram hegemônicas na sua essência. Por isso, tomamos os devidos cuidados em não negar o que foi construído historicamente pela área, mesmo porque isso seria um erro e temos plena convicção de que somente assim seria possível superar alguns paradigmas. Por outro lado, posicionamo-nos sobre o que entendemos ser mais significativo para a área enquanto disciplina (curricular do Ensino Médio) que pode contribuir para a vida do adolescente. Quanto aos resultados, quando fizemos as comparações sobre as possíveis convergências e divergências entre os referenciais teóricos e os resultados encontrados na pesquisa de campo entre os dois grupos (discentes e docentes), deparamo-nos com inúmeras informações que, por vezes, convergiam e divergiam. Sobre as principais razões que levam os alunos a participar das aulas de Educação Física, identificamos, de modo geral, que a visão dos discentes está ancorada na perspectiva da Aptidão Física e Saúde, igualmente relacionada com a proposta dos PCNs, o que pode ser observado no alto índice dos resultados obtidos nas categorias saúde física e mental (67,20%) e condicionamento físico ou corporal (54,80%), diferentemente da visão dos docentes, quando estes assinalam as categorias competições entre grupos (78,57%) e aulas recreativas (78,57%). Já sobre as principais razões que afastam os alunos das aulas de Educação Física, identificamos, de modo geral, que a categoria mais assinalada pelos discentes foi o fator climático (categoria calor excessivo com 62,70%), influenciando significativamente na adesão às aulas, diferentemente das respostas dos docentes, os quais assinalaram as categorias: falta de estrutura física, falta de recursos materiais, poucas aulas por semana e alunos que não gostam de nenhum tipo de atividade física, todas com 85,71% das respostas. E, na única questão fechada que somente foi feita aos discentes, percebemos claramente uma diferença significativa sobre o entendimento e auto-avaliação de sua participação nas aulas de Educação Física, apresentando, para a rede pública, aproximadamente 50% tanto para ótimo/boa quanto para regular/ruim, diferentemente da privada, com 75,70% para ótimo/boa. Apesar das grandes diferenças também entre os universos público e privado, de modo geral podemos considerar, ao concluir a pesquisa, que, tanto na resposta dos docentes, quanto dos discentes, existe um grande “abismo” sobre quais os motivos que levam ou não à participação efetiva dos alunos nas aulas de Educação Física do Ensino Médio

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