Educação Física, Vivência e Experiência Corporal

Por: Samuel Macêdo Guimarães.

175 páginas. 2002

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Resumo

A Educação Física como espaço de uma perspectiva sensível, com visão crítica e emancipatória, vem construindo-se gradativamente através de estudos reflexivos na área de Teoria e Prática Pedagógica. Muitos cenários estão sendo construídos nos constantes diálogos com teorias do conhecimento. Nesses cenários o campo fenomenológico aponta a necessidade de aprofundamentos filosóficos. Para este trabalho, o tema foi as Vivências Corporais interpretadas como Espaço de Probabilidades e Possibilidades (EPP) do Movimento Humano Sensível. Como um Estilo de Pensamento para o trabalho com o Ser Humano que favorece a relação com a experimentação do corpo. Nessa forma de pensar o Movimento Humano é possível torná-lo mais abrangente, construindo oportunidades de vivenciar tonalidades de percepções a partir das próprias experiências corporais. O processo gerado pela reflexão oportuniza elaborações que podem conduzir o Ser Humano a responder a si mesmo o como está sentindo-se no contexto em que está inserido na vivência. Assim, orientou-se pela questão: Quais são os cenários teórico-interpretativos que fundamentam as Vivências Corporais como EPP para o trabalho na perspectiva de corpo relacional na Educação Física? Teve como objetivo descrever cenários teórico-interpretativos com por base na fenomenologia de Merleau-Ponty. Em sua metodologia se pautou por um estudo bibliográfico que procurou detectar no que foi possível encontrar e elaborar, as reflexões que contribuíram para ampliação do conhecimento filosófico para acrescentar subsídios para discussões pedagógicas do Movimento Humano que se ocupa com o aspecto sensível. Utilizamos uma abordagem fenomenológica hermenêutica, tendo como pergunta se na literatura disponível poder-se-ia encontrar aspectos que pudessem favorecer a construção de cenários teóricos interpretativos para trabalhar com Vivências Corporais na Educação Física. Utilizamos o artesanato intelectual de Mills como suporte para movimentar os fragmentos desarquivados, que se constituíam nos textos estudados como motes para desenvolver as reflexões críticas. No trajeto do estudo, tivemos como objetivo perceber como a fenomenologia de Merleau-Ponty pode fundamentar filosoficamente os trabalhos de Vivências Corporais na Educação Física. Outras temáticas foram aparecendo na condição de essências textuais. Destacamos as que mais se associam ao contexto da experiência corporal desvelada das vivências e da experiência corporal. Algumas são consideradas núcleos temáticos, outras aparecem como propostas constitutivas de novos estilos de pensamento. São elas: semiologia, holografia, cuidado de si, entre outras. Os pressupostos para a busca foram: (a) Os seres humanos buscam sentido em suas vidas; (b) Existem realidades múltiplas - mesmo quando as vivências são as mesmas - em função da singularidade da percepção e da experiência de mundo vivido; (c) As realidades são socialmente construídas. Apesar de não ter sido esta a nossa intenção, tais pressupostos podem também encaixar-se em estudos de interacionismo simbólico, já que o interesse pela experiência vivida e pelo mundo do outro está em ambas as abordagens. Essa descrição irá contribuir para prover a Educação Física de conhecimento reflexivo sobre as Vivências Corporais, como campo fértil da percepção de informações pertinentes à construção da autonomia.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=1915&listaDetalhes%5B%5D=1915&processar=Processar

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