Efeito Agudo do Alongamento Estático nos Antagonistas Sobre o Desempenho de Repetições dos Agonistas

Por: Gabriel Andrade Paz e Humberto Miranda.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.22 - n.2 - 2014

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Resumo

Evidências prévias sugerem que o alongamento estático pode interferir negativamente no desempenho muscular em testes de força de forma aguda. Entretanto, são limitadas as evidências relacionadas aos efeitos potenciais do alongamento estático aplicado nos músculos antagonistas. O objetivo do estudo foi verificar o efeito agudo do alongamento estático aplicado nos antagonistas sobre o desempenho de repetições máximas dos músculos agonistas. Participaram do estudo 11 indivíduos treinados (24,18 ± 3,54 anos de idade, 75,21 ± 9,32kg, 177 ± 0,71 cm). Em quatro sessões em dias não-consecutivos foram realizados 4 protocolos experimentais: MFSA - mesa flexora sem alongamento estático prévio; MFA - mesa flexora após alongamento estático nos antagonistas (quadríceps); RBSA - rosca bíceps no banco scott sem alongamento estático prévio; RBA - rosca bíceps após alongamento estático nos antagonistas (tríceps). Na estatística inferencial foi aplicado o teste de Kolmogorov-Smirnov e o Teste T pareado para comparar as repetições completadas. Para todas as análises inferenciais considerou-se o valor de p < 0,05. Foi observado aumento significativo (p = 0,011) no número de repetições no RBA (12,45±1,96) comparado ao RBSA (11,18±1,40). Também se verificou aumento significativo (p = 0,043) no MFA (14,72±1,55) comparada a MFSA (13,18 ± 2,89). Para o MFA o tamanho do efeito foi classificado como pequeno (0,53). Como visto, o alongamento estático aplicado nos antagonistas pode promover melhora significativa no desempenho de repetições dos agonistas em exercícios monoarticulares para o membro inferior e superior com indivíduos treinados.

Endereço: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/4640

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