Efeito Agudo do Alongamento de Diferentes Grupos Musculares na Taxa de Desenvolvimento de Força de Idosas

Por: A. K. G. Prado, A. L. D. Gurjão, C. P. Celestrin, J. C. Jambassi Filho, L. H. Gallo, M. Ceccato e .

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O alongamento estático (AE) é cada vez mais recomendado para manter ou melhorar os níveis de flexibilidade, e este deve ser realizado preferencialmente nos mesmos dias de exercícios resistidos e aeróbios. Para a população idosa, ainda não há um consenso na literatura se o AE realizado anteriormente ao exercício resistido prejudica os níveis de força muscular. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi analisar os efeitos agudos do AE de diferentes grupos musculares na taxa de desenvolvimento de força (TDF) de idosas. Participaram do estudo15 mulheres idosas (67,7 ± 5,7 anos; 67,2 ± 11,9 kg; 156,3 ± 6,4 cm), participantes há pelo menos um ano do Programa de Atividade Física para Terceira Idade, realizado na UNESP-Rio Claro. As participantes foram avaliadas imediatamente após três condições experimentais: a) Controle (C), sem nenhum AE; b) Quadríceps (CQ), em que foi alongado somente o músculo quadríceps; c) Completo (CC), em que foram alongados os músculos quadríceps, glúteos, isquiotibiais e posteriores de coxa. Os exercícios de AE adotados nas condições CQ e CC foram realizados em três séries, com duração de 30s e intervalo de descanso de 30s. Todas as participantes realizaram todas as condições, com intervalo mínimo de 24h entre sessões, e a ordem de realização foi aleatorizada. A avaliação da curva força tempo isométrica (Cft) foi determinada em um aparelho leg press, sendo realizadas três tentativas, intervaladas por um minuto. A TDF foi determinada como a inclinação da reta de regressão linear entre os valores de tensão nos instantes de tempo correspondentes a 30, 50, 100 e 200 ms relativos ao início da contração. Para determinação dos valores da TDFpico foi definida como a inclinação mais íngreme da curva, calculada dentro de janelas regulares dos primeiros 200 ms a partir do início da contração. Para obtenção dos valores finais das TDF foi considerada a média aritmética dos resultados, dentre as três tentativas. A estatística utilizada foi o teste ANOVA One way para medidas repetidas. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre as condições experimentais, em nenhum dos tempos avaliados: TDFpico (N.s1) (C=3541,2±905; CQ=3496,5±908; CC=3438,2±912,5; p=0,95; F= 0,05); TDF 0-30s (N.s1) (C=1704,9±684,3; CQ=1429,6±450,8; CC=1565,3±641,4; p=0,46; F= 0,79); TDF 0-50 (N.s1) (C=2197,2±804; CQ=1924,2±595,4; CC=2070,4±797,3; p=0,6; F= 0,51); TDF 0-100 (N.s1) (C=2725,6±758,9; CQ=2634,9±677,9; CC=2648,5±793; p=0,94; F= 0,07); TDF 0-200 (N.s1) (C=2430,8±706,5; CQ=2507,6±701,2; CC=2483,8±656; p=0,95; F= 0,05). Com base nos resultados, pode-se concluir que o AE agudo realizado em diferentes grupos musculares, não influência na produção de força rápida de idosas fisicamente ativas.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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