Efeito Agudo do Alongamento Estático no Retardo Eletromecânico de Mulheres Jovens e Idosas

Por: A. L. D. Gurjão, J. C. Jambassi Filho, L. H. Gallo, L. S. P. Batista, R. Gonçalves e .

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Flexibilidade é um importante componente da aptidão física relacionada à saúde. Exercícios de alongamento estático (AE) são recomendados para manutenção ou aumento da flexibilidade e, de forma aguda, podem aumentar a complacência da unidade músculo-tendão. Alterações transitórias na complacência da unidade músculo-tendão podem repercutir negativamente na transmissão da força muscular para os ossos e aumentar o retardo eletromecânico. Em virtude das diferenças relacionadas ao envelhecimento no sistema neuromuscular é importante observar o efeito agudo do AE no retardo eletromecânico em diferentes faixas etárias. O objetivo deste estudo foi analisar o efeito agudo do AE no retardo eletromecânico (RE) dos músculos vastos medial e lateral em jovens e idosas. Participaram deste estudo 31 mulheres: 16 jovens (idade: 22,0 ± 2,8 anos; massa corporal: 58,6 ± 5,6 kg; estatura: 163,1 ± 7,1 cm; índice de massa corporal: 22,1 ± 3,0 kg/ m²) e 15 idosas (idade: 66,7 ± 5,5 anos; massa corporal: 71,7 ± 12,7 kg; estatura: 157,9 ± 6,7 cm; índice de massa corporal: 28,8 ± 5,3 kg/m²). As variáveis neuromusculares de força muscular isométrica (curva força-tempo) e ativação muscular (atividade eletromiográfica) dos vastos medial (VM) e lateral (VL) foram obtidas no exercício de extensão de joelho (membro dominante em 90°) após o emprego de uma de duas condições experimentais aleatorizadas: Controle (CC) e AE com duração total de 120 s (4 x 30 segundos - AE120). O retardo eletromecânico para ambos os vastos foi determinado como a diferença de tempo entre o início da ativação muscular e o início da força. Análise de variância (ANOVA) two-way para medidas repetidas, apresentando como fatores Condição (Controle e AE120) e Idade (Jovens e Idosas), foi utilizada para tratamento dos dados. O retardo eletromecânico para jovens nas condições CC e AE120 foram: VM = 46,2 ± 9,9 ms vs. 46,3 ± 11,1 ms e VL = 38,0 ± 6,5 ms vs. 36,0 ± 8,8. Para idosas, os valores do retardo eletromecânico nas diferentes condições foram: VM = 43,0 ± 15,1 ms vs. 47,3 ± 12,0 ms e VL = 37,2 ± 11,7 ms vs. 40,4 ± 11,9 ms. Nenhuma interação Condição x Idade significativa foi observada para o retardo eletromecânico, indicando nenhuma influência do AE ou idade. Em conclusão, os resultados do presente estudo indicam que o uso de protocolos de AE em conformidade com atuais recomendações, não prejudica o retardo eletromecânico do quadríceps femoral. Em adição, a idade parece não influenciar no comportamento do sistema neuromuscular após a realização de protocolos de AE com volumes de 120 s.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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