Efeito Agudo do Exercício Aeróbio Prescrito e Auto-ajustado Sobre o Humor e a Atividade Cortical

Por: José Eduardo Lattari Rayol Prati.

54 páginas. 2015 10/08/2015

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Resumo

Apesar da intensidade ideal de esforço sugerida para melhores respostas afetivas estar próxima ao limiar de lactato, comparações entre intensidade prescrita e auto-ajustada podem indicar que a intensidade não é a única variável influenciadora do comportamento. Além disso, o uso de medidas eletroencefalográficas pode contribuir na compreensão da relação entre exercício e humor. A presente dissertação buscou investigar estas questões através de dois artigos. Investigar como as alterações na atividade cortical influenciam no estado de humor induzido pelo exercício. Os estudos foram retirados das bases de dados MEDLINE / PubMed, ISI Web of Knowledge e SciELO. A pesquisa foi realizada usando os seguintes termos: assimetria do EEG, sLORETA, exercício, afeto, humor e emoções e os respectivos termos em inglês EEG asymmetry, sLORETA, exercise, affection, mood and emotions. Assim, foram selecionados 11 estudos que devidamente cumpriram os critérios de avaliação. Nove dos 11 estudos encontrados usaram a assimetria frontal, quatro utilizaram a potência absoluta e relativa e um utilizou a sLORETA. No que diz respeito às alterações na atividade cortical e humor induzido pelo exercício, seis estudos atribuíram esses resultados as diferentes intensidades, um a duração, um ao tipo de exercício e um ao nível de condicionamento cardiorrespiratório. Comparar o afeto e a assimetria frontal de alfa em função do exercício aeróbio prescrito (EP) e auto-ajustado (AA). Método 2: Vinte participantes ativos foram submetidos a um teste de esforço submáximo para estimar o consumo máximo de oxigênio (VO2máx). Nas três visitas subsequentes, EP (50% de PVO2max), auto-ajustado (AA) e uma condição de controle foram realizados, de forma aleatória. O exame eletroencefalográfico (EEG) foi realizada antes e após o exercício. A Escala de Sensação (ES), escala de ativação (EA) e freqüência cardíaca (FC) foram registradas antes, durante e depois de cada condição. A escala de perceção subjetiva de esforço (PSE) foi registrada durante e depois de cada condição. A FC e PSE apresentaram valores mais elevados nas condições de EP e AA, em comparação com o controle, sem diferenças entre as condições de EP e AA. Durante o exercício, houve aumento da FC nas condições de EP e AA relativamente aos níveis pré exercício e após 20 minutos de repouso (P20). A PSE em ambas as condições de exercício foram superiores ao controle. A PSE foi maior durante o exercício comparada relativamente aos níveis pré e pós exercício. Para a ES, a condição AA apresentou valores mais elevados em comparação com as condições de EP e Controle. A EA apresentaram valores mais elevados nas condições de EP e AA em relação ao controle. Não houve interação entre condição e momento ou efeito principal para condição e momento para assimetria frontal de alfa (InF4-INF 3). A condição AA proporcionou melhores respostas afetivas em relação às condições de EP e controle. Em geral, as medidas do EEG mostraram evidências contraditórias de sua capacidade de prever ou modular o estado de humor através de uma intervenção de exercícios. Entretanto, o exercício físico demonstrou ser um estímulo capaz de promover melhora do afeto e provocar mudanças no estado de humor. O AA demonstrou ser promissor no melhora do afeto positivo comparado ao EP.

Endereço: http://www.bdtd.uerj.br/tde_busca/processaPesquisa.php?listaDetalhes%5B%5D=6953&processar=Processar

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