Efeito Agudo do Pré-condicionamento Isquêmico Sobre o Desempenho de Atletas em Diferentes Modalidades e Tipos de Exercício Físico

Por: Rodney Coelho da Paixão.

72 páginas. 2013 16/09/2013

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Resumo

Embora o pré-condicionamento isquêmico (PCI) esteja sendo recentemente divulgado como uma alternativa para melhorar o rendimento esportivo, o conhecimento científico sobre o tema e consequentemente sua real aplicabilidade ainda são bastante limitados. Portanto, o objetivo dessa pesquisa foi analisar o efeito agudo do PCI sobre o desempenho de atletas em diferentes modalidades e tipos de exercício físico. Para isso foram conduzidos dois estudos. Em ambos os casos foi adotado um delineamento cruzado [PCI vs. CONTROLE (CTRL)] e a manobra de PCI foi realizada imediatamente antes do exercício, sendo quatro ciclos de 5min em isquemia/5min em reperfusão em cada coxa. O Estudo-1 (E1) verificou o desempenho de quinze atletas amadores (30,2 ± 7,2 anos) de ciclismo em exercício supramáximo [Teste Anaeróbio Wingate (TW)], e o Estudo-2 (E2) o desempenho de onze atletas profissionais (25,4 ± 6,9 anos) de basquete em esforços intensos e de alta demanda aeróbia. No E1, os sujeitos realizaram três TW sucessivos intercalados por 10min de intervalo para a avaliação do desempenho anaeróbio [potência máxima (Pmax) e média (Pmed) e índice de fadiga (IF)]. A concentração de lactato ([Lac]) foi avaliada no sexto minuto depois de cada TW. No E2, os sujeitos realizaram o “YoYo Intermittent Recovery Test Level 1” (YoYoIR1). Para a comparação entre os protocolos (PCI vs. CTRL) utilizou-se o teste t pareado (dados paramétricos) ou o teste Mann Whitney (dados não paramétricos), com nível de significância de 0,05. Foram encontrados os seguintes resultados para o E1: o PCI diminuiu a Pmax e a Pmed (p<0,05) no primeiro TW (Pmax 868 ± 105 vs. 887 ± 105 W; Pmed 724 ± 74 vs. 748 ± 77 W) e a Pmed no segundo TW (707 ± 81 vs. 729 ± 82 W). Não houve diferenças significativas para IF e [Lac]. No E2, não foram encontradas diferenças significativas para o desempenho no YoYoIR1. Conclui-se que o efeito agudo do PCI é prejudicial sobre o desempenho de ciclistas amadores em exercício supramáximo e que não promove melhoras sobre a capacidade de realizar esforços intensos e de alta demanda aeróbia entre jogadores profissionais de basquete. Tomados em conjunto, esses dados sugerem cautela na utilização do PCI, uma vez que não foram alcançados resultados positivos nos testes (TW e YoYoIR1) e sujeitos (ciclistas amadores e jogadores profissionais de basquete) dos estudos.

Endereço: http://www.uftm.edu.br/paginas/curso/cod/1428/area/PROGRAMA+DE+POS-GRADUACAO+EM+EDUCACAO+FISICA/t/DISSERTACOES+DEFENDIDAS

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