Efeito Crônico da Frequência do Treinamento de Força no Desempenho Neuromuscular e Morfologia Muscular Após 8 Semanas em Sujeitos Treinados

Por: Felipe Alves Brigatto.

114 páginas. 2017 22/02/2017

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Resumo

As adaptações neuromusculares são maximizadas através da manipulação das variáveis agudas do treinamento de força (TF). A frequência de treino apresenta-se como uma importante variável a ser manipulada, podendo exercer efeito direto na relação dose-resposta do TF. Embora a literatura científica apresente estudos que investigaram esse tópico em diferentes populações, algumas dúvidas persistem, uma vez que a comparação entre os achados das pesquisas é dificultada devido as diferentes características dos desenhos experimentais. Nesse contexto, o objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos de diferentes frequências de TF nas adaptações neuromusculares em homens treinados. A amostra foi composta por 20 homens hígidos (idade: 27,1±5,5 anos; estatura: 174,3±5 cm; massa corporal: 78,4±7,1 kg; experiência em TF: 4,1±1,8 anos). Os sujeitos foram pareados de acordo com os níveis de força máxima basal e então distribuídos de maneira aleatória em um dos dois grupos experimentais: uma sessão semanal para cada grupamento muscular (grupo 1xsem, n = 10); duas sessões semanais para cada grupamento muscular (grupo 2xsem, n = 10). A intervenção teve duração de 8 semanas. Foram realizados pré e pós-intervenção as seguintes avaliações: teste de uma repetição máxima (1RM) e teste de 60% de 1RM (60%1RM) nos exercícios supino reto e meio-agachamento, análise da espessura muscular dos músculos flexores do cotovelo, tríceps braquial, vasto lateral e quadríceps anterior (reto femoral + vasto intermédio). Ambos os grupos apresentaram incrementos significantes nos testes de 1RM no supino reto (1xsem p=0,001; 2xsem p=0,001) e meio-agachamento (1xsem p=0,001; 2xsem p=0,001). Ambos os grupos apresentaram incrementos no teste de 60%1RM no meio-agachamento (1xsem p=0,001; 2xsem p=0,03), porém, somente o grupo 2xsem apresentou ganhos significantes no teste de 60%1RM no supino reto (1xsem p=0,115; 2xsem p=0,005). Com relação a espessura muscular, ambos os grupos apresentaram incrementos significantes nos músculos flexores do cotovelo (1xsem p=0,001; 2xsem p=0,001); tríceps braquial (1xsem p=0,001; 2xsem p=0,001); vasto lateral (1xsem p=0,001; 2xsem p=0,001) e quadríceps anterior (1xsem p=0,001; 2xsem p=0,001). Não foram observadas diferenças entre grupos em nenhuma das variáveis de força (1RM, 60%1RM) e espessura muscular.

Endereço: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/aluno/visualiza.php?cod=1668

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