Efeito da Imersão em água Fria Sobre a Recuperação Pós-esforço em Atletas de Jiu-jitsu.

Por: Paulo Roberto Gonçalves Silva, Renato Aparecido de Souza e Wonder Passoni Higino.

Revista Brasileira de Medicina do Esporte - v.24 - n.1 - 2018

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Resumo

Introdução: A imersão em água fria (IAF) tem sido usada habitualmente para a recuperação muscular, mesmo com evidências limitadas sobre sua eficácia. Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos da IAF depois de uma sessão de treinamento de atletas de jiu-jitsu, sobre creatina quinase (CQ), testes funcionais de força e parâmetros isocinéticos. Métodos: Doze atletas de jiu-jitsu (idade 21,75 ± 3,10 anos; IMC 24,65 ± 3,81 kg/m2 ;tempo de treinamento 3,41 ± 0,51 anos) foram recrutados. Considerando que o estudo é cruzado, cada grupo teve a participação dos 12 atletas com wash-out de 30 dias. Os participantes foram divididos em dois grupos experimentais: (I) Grupo controle (CON), no qual os atletas não foram submetidos à IAF e (II) Grupo IAF, no qual os atletas foram submetidos à IAF (~12º C) durante seis minutos. O esforço físico foi realizado em uma sessão de treino com simulação de lutas de jiu-jitsu, com quatro lutas de cinco minutos cada e intervalo de três minutos entre elas. As variáveis CQ plasmática, protocolo estático e dinâmico do Kimono Grip Strength Test e parâmetros isocinéticos (pico de torque, trabalho e potência) foram avaliadas antes e depois dos procedimentos experimentais de recuperação. Para a análise estatística foi usada a análise de variância de dois fatores (tempo e tratamento). O nível de significância foi de 5%. Resultados: Observou-se o efeito do tempo ao comparar CQ plasmática (incremento de 174,39 ± 99,95 UI/l para o CON e incremento de 187,91 ± 113,02 UI/l para o IAF) e teste estático do KGST (delta de -5,83 ± 9,35 s para o CON e delta de -2,83 ± 13,94 s para o IAF) antes e depois dos procedimentos experimentais de recuperação, porém, sem efeito do tratamento (P > 0,05). Os parâmetros isocinéticos não foram influenciados. Conclusão: Conclui-se que a IAF não promoveu recuperação pós-esforço em atletas de jiu-jitsu. Nível de Evidência II; ECRC de menor qualidade

Endereço: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1517-86922018000100031&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

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