Efeito da Manipulação do Feedback da Percepção de Esforço Esperada na Percepção de Esforço de Idosos

Por: , , P. M. Nakamura e T. H. S. Serafim.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Segundo o Modelo Psicobiológico a percepção de esforço (PE) é o principal componente na regulação e limitação do desempenho aeróbio. Dentre diversos fatores, os de natureza psicológica podem influenciar a PE. Adicionalmente, estudos demonstram que idosos podem não ser acurados em avaliar sua PE durante um exercício físico. Assim, o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da manipulação do feedback da PE esperada na PE de idosos. Doze homens idosos (70±5 anos) realizaram cinco testes de caminhada em esteira ergométrica: teste 1) protocolo incremental para a determinação do limiar ventilatório (LV); testes 2, 3, 4 e 5) referência, deflacionamento, controle e inflacionamento, que consistiram em um protocolo de carga constante (intensidade do LV) durante os primeiros 30 min, seguido por um protocolo incremental (aumento da inclinação da esteira) até atingirem 85% da sua frequência cardíaca máxima (FCsub). Na sessão de referência, os participantes reportaram sua PE (PE de referência) através da escala de Borg (6-20) a cada 3 min (carga constante) e a cada 1 min (carga incremental). As demais sessões foram divididas em deflacionamento, controle e inflacionamento, em ordem randomizada. Nestas sessões, a PE dos participantes foi reportada pelo pesquisador a cada 3 min durante a carga constante. O valor reportado foi dois valores abaixo, equivalente, ou dois valores acima em relação à PE de referência nas sessões deflacionamento, controle e inflacionamento, respectivamente. Os participantes deveriam concordar com o valor reportado ou reportar outro valor de PE de acordo com o que julgassem sendo o valor correto. Durante a carga incremental, os participantes reportaram sua própria PE a cada 1 min. As análises das respostas de PE foram separadas para a carga constante e incremental. Para a carga constante, foi conduzida uma ANOVA two-way (3x10) para medidas repetidas, sendo os fatores as sessões experimentais (deflacionamento, controle e inflacionamento) e os momentos (3°, 6°, 9°, 12°, 15°, 18°, 21°, 24°, 27° e 30° min). Para a carga incremental, foi conduzida uma ANOVA two-way (3x2) para medidas repetidas, sendo os fatores as três sessões experimentais e os momentos pré e pós-carga incremental (30° min e FCsub). O nível de significância foi considerado como p<0,05. Para a análise da carga constante, a ANOVA revelou efeito principal da condição (F(2,20)= 127,7; p< 0,001), efeito principal do momento (F(1,7;17)= 23,3; p< 0,001) e não revelou interação entre os fatores (F(18,180)= 1,2; p= 0,27). Para a carga incremental, a ANOVA revelou efeito principal da condição (F(2,20)= 29,2; p< 0,001), efeito principal do momento (F(1,10)= 43,4; p< 0,001) e interação entre os fatores (F(2,20)= 30,1; p<0,001). Assim, as respostas de PE foram menores e maiores nas sessões deflacionamento e inflacionamento, respectivamente, de modo que a manipulação do feedback da PE esperada influenciou a PE reportada durante o exercício físico dos participantes.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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