Efeito de 16 Semanas de Treinamento com Pesos Sobre a Flexibilidade de Adultos Jovens de Ambos os Sexos

Por: Marçal Guerreiro do Amaral Campos Filho.

2014 16/10/2014

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Resumo

Dentre os componentes da aptidão física relacionada à saúde, destacam-se a força e a flexibilidade, devido ao seu impacto na saúde. A eficácia do treinamento com peso (TP) no aumento da força e na hipertrofia muscular já foi comprovada por vários estudos e a flexibilidade é constantemente indicada para melhora postural e como integrante dos programas de exercícios físicos. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de um programa de TP sobre os níveis de flexibilidade em adultos jovens. Para tanto foram selecionados 53 sujeitos, sendo 28 homens (22,5 ± 4,3 anos; 68,2 ± 9,1 kg; 173,9 ± 6,4 cm; 22,6 ± 2,3 kg/m2) e 25 mulheres (23,1 ± 4,2 anos; 58,9 ± 12,3 kg; 162,9 ± 6,7 cm; 22,0 ± 3,6 kg/m2), sedentários, os quais foram avaliados no baseline e após 16 semanas de TP. O programa de TP foi executado durante 16 semanas, com frequência de três sessões semanais em dias alternados, com três séries de 8 a 12RM em cada exercício. Entre a 1ª e a 8ª semana utilizou-se a montagem alternada por segmento enquanto da 9ª a 16ª semana a montagem localizada por articulação foi empregada. As alterações na flexibilidade foram verificadas através da utilização do flexímetro e do teste de sentar e alcançar (SAL). Para comparação dos valores de pré e pós-treinamento na massa muscular esquelética (MME) e no 1RM foi utilizado o teste t de student para amostra pareada e para a análise das modificações na flexibilidade foi utilizado anova (2x2) nos diferentes períodos de tempo. Verificaram-se alterações positivas significativas (p>0,05) na flexibilidade nos movimentos de flexão de ombro direito (OD) e esquerdo (OE), na flexão de quadril direito e na flexão lateral do tronco em ambos os hemisférios enquanto que nos movimentos de extensão de OD e OE e na flexão de quadril esquerdo houveram alterações positivas porém não significativas. A correlação entre o aumento de MME e as alterações na flexibilidade de quadril pelo teste de SAL, através do coeficiente de correlação de Pearson, verificou-se uma fraca correlação, concluindo-se que não houve correlação entre o aumento da MME e a melhora na amplitude de movimento avaliado pelo teste de SAL. Assim, de acordo com os resultados conclui-se que o TP realizado durante 16 semanas melhora a amplitude articular e que não há uma forte correlação entre o aumento da MME e a melhora na flexibilidade.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000196117

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