Efeito de Diferentes Intervalos de Recuperação Após Pré-ativação de Antagonistas Sobre o Desempenho de Repetições Máximas e Sinal Eletromiográfico dos Agonistas

Por: Marianna de Freitas Maia.

59 páginas. 2015 11/02/2015

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Resumo

Evidências recentes sugerem que manipular exercícios para musculatura antagonista pode melhorar o desempenho subsequente da musculatura agonista de forma aguda. O objetivo do presente estudo foi investigar o efeito de diferentes intervalos de recuperação no método de séries pareadas de agonista-antagonista (PAA) sobre o número de repetições máximas e atividade mioelétrica dos músculos do quadríceps. Quinze homens treinados recreacionalmente participaram do estudo. Inicialmente foi realizado o teste de carga de 10 repetições máximas (10RM) para os exercícios mesa flexora (MF) e cadeira extensora (CE). Em seguida, os indivíduos realizaram cinco protocolos experimentais de forma aleatória: 1) protocolo tradicional (PT) - uma série na CE até a falha concêntrica; 2) protocolo pareado agonista-antagonista sem intervalo (PSI) - uma série na MF seguida imediatamente por uma série na CE; 3) P30 – 30 segundos de intervalo de recuperação entre as séries de PAA de MF e CE , 4) P1 - 1 minuto de intervalo de recuperação entre as séries PAA; 5) P3 - 3 minutos de intervalo de recuperação entre as séries PAA; e 6) P5 - intervalo de recuperação de 5 minutos entre as séries PAA. O número de repetições realizadas e a atividade eletromiográfica dos músculos vasto lateral (VL), vasto medial (VM) e reto femoral (RF) foram registradas durante a CE em cada protocolo. O número de repetições realizadas na CE foi significativamente maior durante os protocolos PSI, P30 e P1 em relação ao protocolo de PT. A atividade muscular do RF foi significativamente maior durante o exercício CE no PSI e P30 em relação ao PT, P3 e P5, respectivamente. Além disso, a atividade muscular foi significativamente maior para o VM durante a PSI comparado com todos os outros protocolos. De acordo com os resultados observados no presente estudo, intervalos de recuperação mais curtos (30 segundos e 1 minuto) durante PAA parecem ser mais efetivos para se alcançar um maior desempenho de repetições máximas para a musculatura agonista, bem como, maior ativação muscular comparados a intervalos de recuperação mais longos.

Endereço: http://www.eefd.ufrj.br/stricto-sensu

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