Efeito de Diferentes Programas de Treinamento de Força em Mulheres na Pós-menopausa: Alterações na Composição Corporal, Capacidade Físico-funcional e Marcadores Inflamatórios

Por: Marcelo Augusto da Silva Carneiro.

2019 22/03/2019

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Resumo

A proposta do primeiro estudo foi investigar o efeito do treinamento de força com série cluster de carga alta (CSCA) ou carga baixa (CSCB) comparada ao treinamento de força com série tradicional de carga alta (TFCA) sobre o desempenho neuromuscular (massa, força e potência musculares, e taxa de desenvolvimento de força e de potência) em mulheres na pós-menopausa (PM). Cada perna das 23 PM foi randomizada e alocada em três grupos: TFCA (n = 12 pernas), CSCA (n = 14 pernas) e CSCB (n = 14 pernas). TFCA e CSCA realizaram três séries de quatro repetições máximas (1RM), 3s por ação muscular, com 1min e 30s de intervalo entre as séries. CSCB realizou três séries de seis repetições a 40% de 1RM (na maior velocidade possível) com 1min e 30s de intervalo entre as séries. Somente o CSCA e CSCB realizaram 30s de intervalo entre cada repetição. Todos os grupos treinaram duas vezes por semana durante oito semanas. Todos os grupos aumentaram a área muscular da coxa, força muscular máxima, média e pico de potência, média e pico de velocidade angular e taxa de desenvolvimento de potência dinâmica, sem diferença entre eles. CSCB foi superior ao TFCA e CSCA para melhorar o desempenho na taxa de desenvolvimento de força isométrica (TDFI) a 0–30, 0–50, 0–100 e 0–200ms. Esse estudo mostra que o TFCA, CSCA e CSCB são efetivos similarmente para melhorar o desempenho muscular (exceto para TDFI) em PM. Particularmente, CSCB é superior ao TFCA e CSCA para aumentar a TDFI (≤ 200ms) em PM. Referente ao segundo estudo sabe-se pouco sobre o impacto do treinamento de força com carga baixa (BC) sobre os biomarcadores inflamatórios, gordura corporal e capacidade físico-funcional. Esse estudo testou se o BC é uma estratégia alternativa para melhorar os biomarcadores inflamatórios, gordura visceral, massa muscular e capacidade físico-funcional em PM quando comparado ao treinamento de força com alta baixa (AC). Além disso, nós testamos se as mudanças nos biomarcadores inflamatórios são associadas com as alterações na composição corporal e função muscular. Esse estudo incluiu vinte e nove PM: BC (n = 14, 30-35 repetições) e AC (n = 15, 8-12 repetições). Os treinamentos foram realizados três vezes por semana, durante doze semanas. Não houve diferença entre os grupos para as mudanças na gordura, 1RM, capacidade físico-funcional (testes curtos), citocinas e adipocinas. No entanto, uma maior magnitude de aumento foi observada para a massa magra das pernas no grupo BC. Maior magnitude de aumento foi observada para o 6-min e redução para o 400-m no grupo AC. Houve uma superioridade para o AC em relação ao BC no aumento da HO-1. Além disso, o BC reduziu a eHSP70. Esses resultados sugerem que o BC é uma estratégia alternativa para melhorar os biomarcadores inflamatórios, gordura corporal, força muscular máxima e capacidade físico-funcional (testes curtos) em PM. Além disso, eHSP70 e HO-1 podem ser usados como biomarcadores para acompanhar as mudanças na massa muscular e capacidade físico-funcional.

Citação: CARNEIRO, Marcelo Augusto da Silva. Efeito de diferentes programas de treinamento de força em mulheres na pós-menopausa: alterações na composição corporal, capacidade físico-funcional e marcadores inflamatórios. 2019. 92f . Dissertação (Mestrado em Educação Física) - Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2019

Endereço: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/682

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