Efeito de Um Programa de Treinamento Funcional no Torque de Flexão Plantar e nos Indicadores do Risco de Quedas de Idosas

Por: Jailton Thulher do Rosário.

2015 23/11/2015

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Resumo

O processo de envelhecimento traz consigo modificações corporais e fisiológicas que impactam sobre as características da capacidade física e neuromotoras de indivíduos idosos. Estas mudanças afetam diretamente a capacidade de realização de tarefas do dia-a-dia, diminuindo a capacidade funcional, com principal destaque para o decréscimo da função muscular, trazendo consequências funcionais no andar e no equilíbrio, aumentando o risco de quedas e a perda da independência física funcional. A participação em programas de treinamento físico pode modificar as perdas ocorridas nos músculos e tendões advindas do processo de envelhecimento, trazendo benefícios diretos para as atividades funcionais do idoso, como, por exemplo, um maior torque articular. Assim, este estudo teve por objetivo verificar o efeito de um programa de treinamento funcional orientado para redução da probabilidade de quedas combinado com alongamento de tríceps sural no torque de flexão plantar e nos indicadores do risco de quedas de idosas obtidos pelo instrumento QuickScreen Clinical Fall Risck Assessment (QuickScreen). Foi feito o acompanhamento de 20 idosas saudáveis, com idade média de 73,4±7,3 anos, participantes do Projeto Equilíbrio e Movimento – PEQUIM UFRJ dividido em Grupo Intervenção (GI=10) submetidas ao protocolo de 12 semanas de Treinamento Funcional e Grupo Controle (GC=10), que mantiveram suas atividades cotidianas. Antes e após a intervenção, as idosas foram submetidas à avaliação do torque máximo ativo e passivo e aos testes Timed Up and go (TUG), Functional reach test (FRT) e QuickScreen. Os resultados da ANOVA two-way apontaram que um período de intervenção de doze semanas, com treinos duas vezes por semana, não foi suficiente para promover mudança nos valores de pico de torque ativo e passivo, percentual de risco de quedas, índices de mobilidade e controle postural das idosas. Para os valores de ângulo máximo de dorsiflexão, houve diferença significativa (p<0,05) entre os momentos pré e pós-treinamento. Concluímos que o programa de treinamento possivelmente não foi empregado em volume e intensidade suficiente para promover adaptações nas variáveis investigadas.

Endereço: http://www.eefd.ufrj.br/stricto-sensu

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