Efeito de Uma Sessão de Exercício Físico Combinado Sobre o Controle Autonômico Cardiovascular em Adolescentes Obesos Normotensos: Um Estudo Randomizado e Controlado

Por: Wellington Lins de Souza.

2015 07/08/2015

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Resumo

Atualmente, o treinamento combinado é sugerido pela literatura como importante estratégia para a melhoria da saúde, mas seus efeitos agudos sobre o controle cardiovascular em adolescentes obesos ainda não estão bem estabelecidos. Nesse sentido o objetivo desse estudo foi analisar a modulação autonômica cardiovascular após uma única sessão de exercício combinado (exercício resistido + exercício aeróbio) em adolescentes obesos normotensos. Vinte adolescentes normotensos obesos (homens e mulheres) foram aleatorizados para grupo de exercício aeróbio (GEA: 60min, esteira, 50-70% FCmáx) e grupo exercício combinado [GEC: ~30 min de exercícios resistidos (8 exercícios, 1 série, 15 repetições, 70% de 1 -RM) + 30 minutos de exercício aeróbio (esteira, 50-70% da FCmáx)]. Os grupos foram pareados por sexo, idade e índice de massa corporal (idade média: 13,7 ± 1,6 anos, índice de massa corporal > percentil 97 para a idade e gênero). Antes e trinta minutos após as intervenções foram mensuradas a freqüência cardíaca (FC; ECG), a pressão arterial (PA; Finometer), a freqüência respiratória (cinta pneumográfica) e a variabilidade da FC e da PA. As modulações simpáticas e parassimpáticas foram avaliadas pelos métodos espectral e simbólico. A sensibilidade barorreflexa espontânea (SBE) foi avaliada por análise espectral cruzada entre a pressão sistólica e variabilidade da FC. Os dados foram expressos como mediana e intervalo interquartil (25-75) e foi considerado significativo P < 0,05. PA (sistólica, diastólica e média) e FC não foram alteradas em ambos os grupos (P 0,05) pós-exercício. Após a sessão de exercício combinado observou-se aumento da modulação parassimpática [2V%: 43,29 (30,82-53,93) versus 66,24 (56,98-74,99), P = 0.036], no entanto não houve mudanças significativas no balanço autonômico e na modulação simpática cardíaca (P 0,05). Quando comparados o GEA com GEC pós-exercício observou-se aumento da modulação parassimpática no GEC [2V%: 66,24 (56,98-74,99) versus 31.02 (22.69-47.71), P = 0.001]. No GEA houve modulação simpática cardíaca mais elevada pós exercício [1 200ms2 (1 100-1 800) versus 1 960ms2 (1 390-3880), P = 0,019] e no balanço autonômico [0,80 (0,57-1,81) versus 1,59 (1,01 - 2,77), P = 0,034]; além de diminuição da modulação parassimpática cardíaca [55,64un (35,73-63,75) versus 38,74un (26,53-50,45), P =0,028]. A modulação vasomotora da PA diastólica diminuiu no GEC após sessão de exercício [4,57mmHg2 (0,96-5,85) versus 1,26mmHg2 (1,11 -1,95), P = 0,036], enquanto SBE após o exercício, em ambos os grupos, não se alterou (P 0,05). Os resultados indicam que a combinação entre exercícios resistidos e exercício aeróbio na mesma sessão de treinamento modula o controle autonômico cardiovascular em adolescentes obesos normotensos. 

Endereço: http://w2.portais.atrio.scire.net.br/upe-papgef/

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