Efeito de Uma Sessão de Exercício Muscular Inspiratório no Sistema Cardiovascular em Idosos

Por: Joice Gomide Nolasco de Assis.

85 páginas. 2017 02/08/2017

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Resumo

Introdução: Temos presenciado um processo de envelhecimento populacional em todo o mundo. O envelhecimento traz consigo prejuízos cardiovasculares e pulmonares, tornando os idosos mais suscetíveis às doenças. Intervenções que objetivam prevenir ou tratar essas doenças têm sido realizadas na prática clínica e, dentre elas, encontra-se o treinamento muscular inspiratório. No entanto, apesar de conhecidos os efeitos benéficos do treinamento muscular inspiratório, a resposta cardiovascular frente a uma sessão de exercício muscular inspiratório (EMI) precisa ser melhor elucidada. Objetivo: Avaliar o efeito durante e após uma sessão de EMI no sistema cardiovascular em idosos. Método: Foram avaliados 16 voluntários, homens, idosos, sedentários e sem diagnóstico de doença cardiovascular ou pulmonar. De forma randomizada, os voluntários participaram de duas sessões experimentais: EMI compostos de 8 séries de dois minutos com 1 minuto de repouso entre as séries e com 40% da pressão inspiratória máxima e outra sessão Sham, realizada da mesma forma, porém sem carga. Foram avaliados pressão arterial (PA) (Finometer Pro); volume sistólico (VS), débito cardíaco (DC), resistência vascular periférica total (RVPT - Finometer Pro); fluxo sanguíneo muscular (Plestimógrafo Hokanson) e frequência cardíaca (FC - ECG). A resistência vascular do antebraço (RVA) foi calculada pela fórmula pressão arterial média dividida pelo fluxo sanguíneo do antebraço e reportada em unidades. A função barorreflexa espontânea foi avaliada pelo método sequencial (domínio do tempo) utilizando o software CardioSeries v2.4. Todas as variáveis foram mensuradas durante e após as sessões, por 60 minutos. Foi registrada PA de 24 horas após as sessões. Para as respostas durante e após sessões (recuperação de 60 minutos), bem como para o comportamento temporal de 24 horas, foi utilizado Anova de dois fatores com post hoc de Bonferroni quando necessário. Para as características hemodinâmicas dos voluntários em repouso antes das sessões experimentais (EMI ou Sham), para os valores de Borg após o exercício (EMI e Sham), assim como para as respostas de 24 horas de vigília e sono, foi realizado teste t de Student para amostras pareadas. Resultados: Durante ambas as sessões experimentais, verificamos elevação da FC, diminuição do VS, aumento pressórico não sustentado, manutenção do DC, RVA e RVPT. Nos 60 minutos de recuperação após ambas as sessões experimentais, verificamos diminuição da FC manutenção do VS, redução do FSM, aumento pressórico e de RVA e RVPT. Após a sessão EMI observamos manutenção do DC e após sessão Sham diminuição do DC. Os índices da função barorreflexa mantiveram-se com os valores inicias. Os valores médios de pressão arterial sistólica e diastólica de 24 horas após ambas as sessões experimentais foram similares. Conclusão: Conclui-se que homens idosos sem doenças cardiovasculares diagnosticadas, durante uma sessão de EMI apresentam aumento da FC, aumento não sustentado da pressão arterial, diminuição do VS e manutenção do DC e RVPT. Conclui-se ainda que idosos, nos primeiros 60 minutos de recuperação após EMI apresentam redução da FC, aumento da pressão arterial, manutenção do VS e DC, elevação da RVPT, diminuição do FSM, aumento da RVA e manutenção dos índices de função barorreflexa. Por fim, conclui-se que não há diferenças na recuperação de 24h da pressão arterial entre as sessões EMI e Sham.

Endereço: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/5784

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