Efeito do Exercício Físico Multimodal nos Biomarcadores Inflamatórios, nas Funções Cognitivas e na Força Muscular em Idosos com Doença de Alzheimer

Por: Bruno Naves Ferreira.

2017 20/02/2017

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Resumo

A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa e progressiva, a qual dentre as demências, apresenta maior prevalência. Com o aumento mundial da população idosa, a DA tem sido foco de investigação de muitos estudos, dentre eles, a relação da doença com biomarcadores, como citocinas inflamatórias. O exercício físico tem sido considerado um tratamento não-farmacológico, e dentre seus efeitos crônicos, é capaz de atenuar os níveis de inflamação, aumentar a força muscular e melhorar a cognição em idosos. Visto isso, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito do exercício físico multimodal (EFM) nos biomarcadores inflamatórios, nas funções cognitivas e na força muscular em idosos com DA. A amostra do estudo foi composta por 19 idosos com DA no estágio leve e moderado da doença, estes foram divididos por conveniência em dois grupos, sendo 8 no grupo controle (GC), que seguiu sua rotina normalmente sem participação em programas de exercício físico por 12 semanas e 11 no grupo treinamento (GT), que realizou um programa de EFM com duração de 60 minutos, frequência de 3 vezes semanais, durante 12 semanas. Os grupos foram avaliados em dois momentos, sendo pré e pós 12 semanas. No protocolo de avaliação foram utilizados os seguintes instrumentos: Escore de avaliação clínica de demência (CDR), Questionário Baecke Modificado para Idosos (QBMI,) Mini-exame do estado mental (MEEM), Bateria de avaliação frontal (BAF), Teste do desenho do relógio (TDR), Escala de depressão geriátrica (GDS), Teste de levantar-se e sentar-se na cadeira em 30 segundos (TLSC), Força de preensão manual (FPM) e Resistência de Membro Superior (RMS). Também foi coletado amostra sanguínea para avaliação de biomarcadores inflamatórios (IL-6, IL-10 e TNF-α) e posteriormente analisados por ELISA. O programa de EFM foi de intensidade moderada, sendo que cada sessão de aula teve enfoque em diferentes capacidades físicas, sendo capacidade aeróbia e força muscular; capacidade aeróbia, agilidade e equilíbrio; força muscular, agilidade e equilíbrio. Para as variáveis de caracterização, utilizou-se o teste de U Mann Whitney para verificar se havia alguma diferença entre os grupos (GT e GC) no momento pré-intervenção. Foram realizados análise descritiva dos dados por meio de média e desvio padrão, e utilizou-se o teste de U Mann Whitney para comparação intergrupos e o de Wilcoxon para a comparação intragrupos. O estudoapontou melhora das funções executivas apresentado na BAF (p≤0,05), força de membros inferiores pelo TLSC (p=0,006) e nível de atividade física pelo QBMI (p=0,007) no GT além de uma tendência no MEEM (p≤0,08). O GC também apresentou melhora no TLSC (p=0,033). Não houve resposta significativa nos biomarcadores inflamatórios, inclusive, muitos idosos não apresentaram concentrações dos mesmos nas amostras sanguíneas. De acordo com o presente estudo o treinamento de EFM melhora as funções cognitivas frontais, a força muscular de membros inferiores e o nível de atividade física de idosos com DA. Não apresentando melhora nos biomarcadores inflamatórios. É importante ressaltar que o teste utilizado para análise dos biomarcadores não foi capaz de detectar concentrações de TNF-α em nenhum dos idosos com DA e somente alguns detectaram IL-6 e IL-10.

Endereço: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/375

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