Efeito do Exercício Resistido Sobre a Perda de Massa Muscular Relacionada à Caquexia no Câncer e dos Marcadores de Estresse Oxidativo em Ratos Wistar Portadores de Tumor de Walker-256

Por: Camila de Souza Padilha.

2015 22/05/2015

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Resumo

A perda de massa muscular é a mais proeminente característica da caquexia induzida pelo câncer. Dentre as muitas estratégias objetivando prevenir, diminuir ou reverter à perda de massa muscular induzida pelo câncer, o exercício físico ganho destaque nos últimos anos. O objetivo do presente estudo foi investigar os efeitos do exercício resistido sobre a modulação da caquexia induzida pelo câncer no músculo esquelético através de marcadores de estresse oxidativo, inflamatórios e sinalizadores de síntese/degradação proteica em ratos inoculados com tumor de Walker-256. Foram utilizados 37 ratos Wistar machos pesando 200-250g separados em 4 grupos: controle (C=9), inoculado com tumor (T=9), exercitado (E=9) e inoculado com tumor e exercitado (TE=10). O protocolo do exercício resistido consistiu na escalada do aparato de escada com pesos atados a cauda do animal. Após 6 semanas de treinamento foram implantadas 11x107 células de tumor de Walker-256 no flanco direito. Foram avaliados a força máxima, perda de massa corporal, índice de caquexia, avaliação morfológica do músculo gastrocnêmio, marcadores de estresse oxidativo e expressão gênica dos sinalizadores de síntese e degradação de proteínas e TNF-α. ANOVA one-way seguido do pósteste de Tukey foi utilizado para verificar a possível diferença entre os grupos. Após a implantação do tumor houve redução significativa da massa corporal do grupo T (-12,2±7,8g) quando comparado ao grupo C (13,0±4,9g), além disso, o tumor ocasionou a redução da área de secção transversa do músculo gastrocnêmio no grupo T (P75=9.042µm2) enquanto o grupo TE (P75=12.553µm2), concomitante a esse resultado a força máxima foi reduzida significativamente no grupo T(405,46±60,6 g) enquanto no grupo tumor exercitado a força foi preservada durante todo o experimento (TE 1225,70±42,4g). Somado a esses resultados, quando verificado a síntese proteica através da expressão da proteína mTOR foi possível observar redução significativa no grupo T quando comparado ao grupo C. No entanto, o exercício resistido não foi capaz de impedir a diminuição no grupo TE, quando verificado a degradação proteica não foi observado diferença significativa entre os grupos através da expressão gênica FXBO-32. Nenhuma mudança nos marcadores de estresse oxidativo e expressão de TNF-α RNAm. Diante do conjunto de informações é possível concluir que a implantação do tumor de Walker-256 promove acentuada redução do peso corporal, atrofia muscular e perda de força muscular, nos animais do grupo T em relação aos controles; tais prejuízos estão associados à diminuição da expressão gênica da mTOR, porém não ao estresse oxidativo.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000202344

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