Efeito do Tempo de Recuperação da Fadiga Muscular na Produção de Força de Adultos Jovens

Por: A. M. Baptista, D. Orcioli-silva, F. A. Barbieri, L. Simieli, , P. C. R. Santos, S. S. Beretta e V. A. I. Pereira.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

Send to Kindle


Resumo

A fadiga muscular é definida como a falha em manter uma força esperada ou requerida. Quando a produção de força é prejudicada, danos a funcionalidade e risco de quedas são acentuados. Assim, entender como é o comportamento da recuperação da produção de força muscular após fadiga é importante para evitar prejuízos nas atividades funcionais. A partir deste contexto, o objetivo deste estudo foi investigar o efeito da recuperação da fadiga muscular na produção de força do membro inferior de adultos jovens. Participaram deste estudo 40 indivíduos com idade entre os 20 e 40 anos. Para analisar a produção de força muscular, os participantes realizaram a tarefa de contração voluntária isométrica máxima por meio do exercício Leg Press, no qual foi acoplado uma célula de carga, sendo realizadas duas tentativas para cada período (antes da indução à fadiga, imediatamente após a indução e após os períodos de recuperação de 5 minutos, 10 minutos e 20 minutos). Durante a tarefa, o participante ficou posicionado sobre o assento do Leg Press, com joelhos flexionados a 110º (180º = extensão total) e quadril flexionado a 90º e os pés em posição neutra. A instrução dada antes da tarefa foi para realizar a contração isométrica voluntária máxima de extensão do quadril e do joelho aplicando maior força possível por 5 segundos. A tarefa de indução à fadiga consistiu em o participante sentar e levantar de uma cadeira sem braço, com velocidade controlada por um metrônomo (0,5 Hz), até a exaustão. O pico de força foi comparado por meio de ANOVA com medidas repetidas para recuperação (p<0,05). A ANOVA revelou que o pico de produção de força muscular foi menor (p<0,001) após a indução à fadiga (318,34±25,90 Kg/F) e após os momentos de recuperação de 5 (330,79±12,02 Kg/F), 10 (326,62±14,76 Kg/F) e 20 (333,25±46,11 Kg/F) minutos quando comparados com o período antes da indução da fadiga (375,65±13,23 Kg/F). A partir dos resultados encontrados é possível concluir que a fadiga muscular prejudica a produção de força e que 20 minutos de recuperação não é suficiente para recuperar os níveis de força muscular do quadríceps após a indução de fadiga. Este quadro de diminuição de força muscular causado pela fadiga gera restrições durante as atividades funcionais, aumentando o risco de quedas e prejuízos motores nas atividades realizadas.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

Comentários


:-)





© 1996-2020 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.