Efeito do Tipo de Chute e da Preferência Pedal no Padrão Cinemático Angular no Chute com o Dorso do Pé no Futsal

Por: A. M. Baptista, F. A. Barbieri, , P. C. R. Santos, P. R. P. Santiago e S. A. Cunha.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O membro de suporte é essencial para o desempenho adequado do chute no futsal. Entretanto, o tipo de chute e a preferência pedal podem influenciar nas estratégias motoras durante o movimento de chute. Desta forma, o objetivo do estudo foi analisar o efeito do tipo de chute (bola parada e em deslocamento) e da preferência pedal no padrão angular de movimento da perna de suporte durante o chute com o dorso do pé no futsal. Dez atletas de futsal foram instruídos a executar 5 chutes (à 10 m do gol) em cada situação: bola parada com o membro dominante (PD), bola parada com o membro não dominante (PND), bola em deslocamento com o membro dominante (MD) e bola em deslocamento com o membro não dominante (MND). Os participantes tinham o objetivo de atingir um alvo (1m²) no centro do gol e empregar força máxima nos chutes. Os chutes foram filmados por 6 câmeras a 120 Hz. Uma câmera adicional (60 Hz) foi usada para verificar o desempenho dos chutes. Os processos cinemáticos foram realizados no software DVIDEOW. Foi utilizada a convenção dos ângulos de Euler para encontrar os ângulos das articulações do quadril, joelho e tornozelo do membro de suporte. Ainda, foram analisadas a velocidade angular das articulações, a precisão dos chutes e a velocidade da bola. Os dados angulares e da velocidade angular foram comparados entre as situações experimentais através dos intervalos de confiança durante o ciclo de movimento. Para a velocidade da bola e a precisão dos chutes foi utilizado uma análise de variância com medidas repetidas para fator tipo de chute e preferência pedal (p<0,05). Os resultados apresentaram que a velocidade da bola e a precisão do chute são maiores nos chutes com PD e MD comparados aos chutes com PND e MND. Os indivíduos apresentaram maior abdução e rotação interna do quadril, maior amplitude de flexão e extensão e rotação externa do joelho e menor amplitude articular do tornozelo nos chutes com PD e MD comparados aos chutes com PND e MND, respectivamente. Independentemente do tipo de chute, o membro dominante apresentou maior velocidade angular na rotação do quadril, de extensão e flexão de joelho e flexão plantar e dorsiflexão do tornozelo, porém menor velocidade angular abdução e adução do quadril, rotação do joelho, adução e abdução e pronação e supinação do tornozelo, sendo a maior parte destas diferenças durante a fase de apoio. De acordo com os resultados, pode-se concluir que os atletas adotam diferentes estratégias para o membro de suporte de acordo com o tipo de chute e a preferência pedal. Para a preferência pedal, os ajustes realizados nos chutes com o membro não dominante parecem prejudicar o desempenho (velocidade da bola e precisão do chute) independente do tipo de chute.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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