Efeito do Treinamento de Força na Resposta Vasodilatadora de Idosas Hipertensas: Mecanismos Relacionados

Por: Filipe Fernandes Oliveira Dantas.

2015 14/12/2015

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Resumo

14/12/2015
Resumo: O objetivo deste ensaio clínico controlado e randomizado foi investigar o efeito do treinamento de força, na vasodilatação do antebraço de idosas hipertensas, em três diferentes condições experimentais: basal, durante exercício isométrico de preensão manual (EIPM) e após uma manobra de oclusão na artéria braquial (hiperemia reativa). Foram avaliadas as alterações do fluxo sanguíneo (FS) e da condutância vascular (CV) no antebraço, assim como os mecanismos relacionados a tais alterações: nitrito plasmático (NO2-), proteína C – reativa ultrassensível (PCRu), malondialdeído plasmático (MDA) e capacidade antioxidante total (CAT). Vinte e cinco idosas hipertensas foram selecionadas e aleatoriamente divididas em dois grupos: Grupo Treinamento e Grupo Controle. A intervenção teve a duração de dez semanas e as idosas foram avaliadas nos períodos pré e pós-intervenção. As avaliações consistiram de medidas do FS, através da pletismografia com oclusão venosa. Além disso, coletas sanguíneas foram realizadas no intuito de avaliar as concentrações do NO2-, PCRu, MDA e CAT. As variáveis que apresentaram distribuição normal foram avaliadas pelo teste estatístico Split-Plot ANOVA. Naquelas que não apresentaram distribuição normal, utilizaram-se testes não paramétricos (Wilcoxon e U de Mann-Whitney). As correlações, entre as alterações no FS e na CV, com as alterações nos marcadoressanguíneos, foram analisadas através do coeficiente de correlação de Pearson e Spearman. Após dez semanas, o Grupo Treinamento obteve um aumento significativo no FS (pré: 3,29 ±0,71 ml.min-1.100ml-1 vs pós: 4,62 ±1,07 ml.min-1.100ml-1; p=0,002) e na CV basal (pré: 3,56 ±0,88 unidades vs pós: 5,21 ±1,28 unidades; p=0,001). Tal aumento também foi observado durante EIPM e hiperemia reativa. Adicionalmente, foi observada, no Grupo Treinamento, uma diminuição nas seguintes variáveis: NO2- (pré: Md = 10,1; Q25 – Q75 = 8,4 – 14,5 M vs pós: Md = 7,1; Q25 – Q75 =5,4 – 10,6 M; p=0,034), PCRu (pré: Md = 3,79; Q25 – Q75 = 2,42 – 4,81 mg/dL vs pós: Md = 2,91;Q25 – Q75 = 1,27 – 3,92 mg/dL; p=0,011) e MDA (pré: 4,94 ± 1,10 M vs pós: 3,90 ± 1,35 M;p=0,025). A CAT do Grupo Treinamento aumentou (pré: Md = 39,0; Q25 – Q75 = 34,0 – 41,5% vspós: Md = 44,0; Q25 – Q75 = 38,0 – 51,5%; p=0,006). O Grupo Controle não apresentou alteraçõessignificativas, na maioria das variáveis investigadas. Os únicos marcadores sanguíneos nos quaissuas alterações se correlacionaram significativamente, com as alterações no FS e na CV, foram oNO2- e o MDA. Concluímos que o treinamento de força promoveu um aumento na vasodilatação doantebraço das idosas hipertensas tanto no período basal bem como durante o EIPM e na hiperemiareatvia. Tais alterações estiveram relacionadas, especialmente, com uma atenuação do estresseoxidativo.
 

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