Efeito do Treinamento Isométrico de Preensão Manual na Função Cardiovascular de Pacientes com Doença Arterial Periférica

Por: Marilia de Almeida Correia.

113 páginas. 2018 00/00/0000

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Resumo

Pacientes com doença arterial periférica (DAP) apresentam alta prevalência de hipertensão arterial o que contribui para um alto risco de mortalidade. Estudos de meta-análise têm demonstrado que o treinamento isométrico de preensão manual (TIPM) promove reduções na pressão arterial em indivíduos normotensos, pré-hipertensos e hipertensos. No entanto, o efeito desse tipo de treinamento em indivíduos com comprometimento importante na função e regulação cardiovascular, como os pacientes com DAP, ainda não é conhecido. Assim, objetivo da presente tese foi analisar os efeitos do TIPM na função cardiovascular de indivíduos com DAP. Nesse ensaio clínico, 86 pacientes (66 ± 9 anos) de ambos os sexos foram randomizadis em dois grupos experimentais: TIPM e controle (GC). O grupo TIPM realizou o treinamento de preensão manual em três sessões semanais (quatro séries isométricas de dois minutos de contração unilateral com o braço dominante, à 30% da contração voluntária máxima, com intervalo de quatro minutos entre as séries). Os pacientes do GC receberam uma bola de compressão para realizar o treinamento sham também três sessões semanais (3 séries, 10 repetições unilaterais com o braço dominante, um minuto de intervalo, porém sem nenhum componente isométrico). Previamente ao início e após oito semanas de intervenção foram obtidos os seguintes indicadores da função cardiovascular: pressão arterial braquial e central, rigidez arterial, variabilidade da frequência cardíaca (domínio do tempo, domínio da frequência e análise não-linear) e função vascular. Para análise estatística foram utilizados modelos de equações de estimações generalizadas tendo como fatores o grupo (TIPM e GC) e o tempo (pré e pós-intervenção). Não foi observado nenhum efeito na pressão arterial braquial e central (p>0,05), rigidez arterial (p>0,05) e variabilidade da frequência cardíaca (p>0,05). Houve efeito de interação grupo vs. tempo na vasodilatação mediada pelo fluxo, com aumentos significantes da vasodilatação mediada pelo fluxo no grupo TIPM (GC ? pré 8,4 ± 5,7% vs. pós 8,2 ± 5,2%; TIPM ? pré 5,8 ± 5,1% vs. pós 9,9 ± 5,4%; p<0,05). O TIPM promoveu aumento da função vascular no braço treinado, porém não alterou a pressão arterial, variabilidade da frequência cardíaca e rigidez arterial de pacientes com DAP. 

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