Efeito do Treinamento Neuromuscular Integrativo no Desempenho Neuromuscular em Jovens Praticantes de Voleibol

Por: Ana Camila Campelo de Albuquerque.

2016

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Resumo

O treinamento neuromuscular integrativo (INT), que inclui atividades físicas gerais e específicas que são intencionalmente concebidas para melhorar tanto a saúde como a aptidão física e a especialidade de movimentos, tem sido reconhecido como uma abordagem inovadora para o treinamento de jovens-crianças. Objetivo: Analisar o efeito do INT no desempenho neuromuscular em jovens praticantes de voleibol. Métodos: 32 indivíduos, 19 do sexo masculino (13,1±0,5anos, 54,3±12,8kg, 20,5±4,5kg/m2) e 13 do sexo feminino (13,3±0,6anos, 52,6±12,3kg, 20,4±3,9 kg/m2), foram divididos em 2 grupos (GINT – grupo submetido ao INT e GC - grupo controle) e submetidos a (1) avaliação da maturação somática de acordo com Mirwald et al., (2002); e (2) teste de potência anaeróbia de membros inferiores. Esses procedimentos ocorreram em 4 momentos distintos (antes (Pré), após 6 e 12 semanas de INT e após um período de destreinamento de 8 semanas. Utilizou-se a ANOVA de medidas repetidas e o teste Post-Hoc de BONFERRONI foi realizado quando encontrado diferenças entre as medidas. Para verificar possíveis diferenças dos percentuais de alteração (D%) dos valores Pré no GC e no GINT foi utilizado o Mann-Whitney U Test. Foi realizada a correlação de Sperman para verificar a associação entre os valores do testes do salto vertical e os níveis maturacionais encontrados. Resultados: Encontrou-se diferença significativa do momento Pré do GINT para os momentos 12 semanas e Destreino do GINT. Porém, não houve diferença significativa entre os GRUPOS (F=1,80 e p=0,19) e entre os valores do SALTO (F=1,99 e p=0,12). Foi verificado a diferença percentual entre os momentos analisados (D%) e identificado diferença significativa do momento Pré para os momentos 6 semanas (c2=-2.77; p<0.005), 12 semanas (c2=-4.36; p<0.001) e Destreino (c2=-3.20; p<0.001). Entre os níveis maturacionais e os resultados do teste de Salto Vertical, em todos os momentos analisados, não houve correlação significativa em nenhum dos grupos (GC: Pré – p=0,11 e r= 0,45, Destreino – p=0,54 e r=0,19; GINT: Pré – p=0,09 e r=0,41, Destreino – p= 0,05 e r= 0,53). Conclusão: Os achados do presente estudo apontam resultados significativos quando comparados com o tempo de intervenção (Pré, seis e 12 semanas – GINT x GINT). Assim, esses dados indicam que o INT pode contribuir com o desempenho neuromuscular mesmo em jovens (com idades mais avançadas – 12 a 14 anos) praticantes de atividades esportivas.

Endereço: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/22460

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