Efeito dos Hábitos Comportamentais e Gordura Corporal Sobre Indicadores de Risco Cardiovasculares Entre Adolescentes: Estudo de Coorte de 12 Meses

Por: Suziane Ungari Cayres.

2015 13/02/2015

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Resumo

Objetivos Analisar, após 12 meses de seguimento, (i) se modificações nos hábitos comportamentais e gordura corporal afetam alguns indicadores de risco cardiovasculares entre adolescentes, bem como, (ii) se estes possíveis efeitos dos hábitos comportamentais e gordura corporal foram independentes entre si. Além disso, a partir de informações transversais foram analisadas a (i) relação entre os indicadores de atividades físicas sobre alguns desfechos cardiovasculares de risco a saúde; (ii) relacionamento entre a frequência do consumo do café da manhã sobre os fatores de risco cardiovasculares, inflamatório e metabólicos; (iii) relacionamento entre índices parassimpáticos e frequência cardíaca de repouso com os marcadores de risco cardiovasculares e, (iv) relacionamento entre PCRus e o perfil lipídico, fluxo sanguíneo e EMI arterial entre adolescentes pré-puberes que foram estratificados de acordo com o engajamento de práticas esportivas. Métodos Estudo de coorte de 12 meses, realizada em Presidente Prudente/SP. Os critérios de inclusão foram: i) idade entre 11 e 14 anos; ii) estar regularmente matriculado e frequentando a unidade escolar de ensino básico; iii) não apresentar nenhum distúrbio clínico ou metabólico conhecido que impeça ou influencie na prática habitual de atividades físicas; iv) não fazer consumo eventual ou regular de medicamento que afete o controle da pressão arterial. Todos os voluntários participaram das seguintes avaliações: (i) indicadores de atividade física; (ii) gordura corporal; (iii) pressão arterial; (iv) frequência cardíaca de repouso; (v) variabilidade da frequência cardíaca; (vi) espessura médio-intimal; (vii) antropometria; (viii) perfil lipídico; (ix) proteína C reativa ultrassensível; (x) hábitos alimentares; (xi) fluxo sanguíneo e (xii) maturação biológica. O relacionamento entre as variáveis foi testado pela correlação, sendo necessário, com subsequentes ajustes. Os relacionamentos significativos foram inseridos no modelo multivariado (regressão linear). A significância estatística adotada foi p-valor <0,05, sendo todas as análises realizadas no BioEstat (versão 5.0, Tefé, Amazonas). Resultados Ao todo, 120 jovens começaram a coorte e 89 foram seguidos por 12 meses. A prática esportiva fora do ambiente escolar apresentou relação com maior atividade parassimpática independente da maturação biológica (β= 0,039 [0,01; 0,08]) e modulou a relação entre inflamação e espessamento de artéria. Ingestão regular do café da manhã foi negativamente relacionada à pressão arterial sistólica, dislipidemia e gordura de tronco (rho= -0,32; p-valor= 0,001). Índices parassimpáticos foram relacionados a diferentes indicadores de risco cardiovascular. No modelo multivariado, as modificações na gordura corporal ao longo de 12 meses de seguimento se relacionaram mais fortemente com os desfechos analisados do que as modificações na prática de atividades físicas. Conclusão: Embora a atividade física habitual tenha um importante papel na promoção da saúde e crescimento humano, este papel parece ser secundário quando comparado à gordura corporal no desenvolvimento dos desfechos analisados em nosso estudo.

Endereço: http://repositorio.unesp.br/handle/11449/126395

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