Efeito do Exercício Aeróbio Prévio nas Respostas da Pressão Arterial Durante o Exercício de Força

Por: Thaliane Mayara Pessôa dos Prazeres.

62 páginas. 2015 27/02/2015

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Resumo

Sabe-se que, durante a execução do exercício de força, ocorre aumento acentuado na pressão arterial (PA) sistólica e diastólica, o que pode ser considerado um risco para o sistema cardiovascular. Como o exercício aeróbio tem mostrado promover redução da PA pós-exercício, é possível que a realização desse exercício, antes do exercício de força, possa atenuar as respostas da PA durante este último. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a influência do exercício aeróbio prévio nas respostas da PA durante o exercício de força. A amostra foi composta por 30 indivíduos normotensos, com idade entre 18 e 45 anos. Esses indivíduos realizaram duas sessões experimentais em ordem aleatória: exercício de força (F) e exercício aeróbio + exercício de força (A+F) com intervalo de no mínimo dois dias entre as sessões. A sessão F consistiu na realização do exercício extensão de pernas em três séries, com carga equivalente a 40% de uma repetição máxima. Nas duas primeiras séries, foram realizadas 15 repetições, ao passo que, na última série, o exercício foi realizado até a exaustão muscular. Foi dado um intervalo de 90 segundos entre as séries. A sessão de exercício A+F foi constituída de exercício em esteira ergométrica por 30 minutos contínuos, com intensidade de 60% da frequência cardíaca de reserva seguida do protocolo de exercício de força. Em ambas as sessões, antes e durante o exercício de força, a PA e a frequência cardíaca foram monitoradas, batimento a batimento, pela técnica de fotopletismografia de oclusão de dedo. Para análise dos dados, foi utilizada a ANOVA para medidas repetidas, adotando-se p<0,05. Em ambas as sessões experimentais, houve aumento da PA sistólica, da PA diastólica, da frequência cardíaca e do duplo produto (p<0,05). Não houve diferença entre as sessões em relação ao valor pico da PA sistólica (A+F = 212±26 mmHg vs F= 206±29 mmHg, p>0,05). Por outro lado, o delta de variação da PA sistólica foi maior na sessão A+F (A+F= 81±21% vs F= 69±26%, p>0,05). Na PA diastólica, tanto os valores de repouso (p>0,05), de pico (p>0,05) e o delta (p>0,05) foram semelhantes aos nas sessões experimentais. A frequência cardíaca e o duplo produto foram maiores pré-exercício de força na sessão A+F em comparação à sessão F (frequência cardíaca: A+F= 92±8 bpm vs F= 72±9 bpm, p>0,05 e duplo produto: 10744±1149 mmHg*bpm vs F= 9343±1215 mmHg*bpm,
p<0,05). Da mesma maneira, para as duas variáveis, os valores de pico também foram maiores na sessão A+F em comparação à sessão F (frequência cardíaca: A+F= 163±30 bpm vs F= 140±27 bpm, p<0,05 e duplo produto: A+F= 27339±7797 mmHg*bpm vs F= 24351±7138 mmHg*bpm, p<0,05), não havendo diferenças entre as sessões no delta da frequência cardíaca (A+F= 72±30 % vs F= 82±35 %, p>0,05) e do duplo produto (A+F= 155±71 % vs F= 162±73 %, p>0,05). Não houve efeito de interação entre as sessões F e A+F nas variáveis analisadas. Conclui-se que a realização do exercício aeróbio anteriormente ao de força não atenuou as respostas da PA e gerou maiores respostas da frequência cardíaca e do duplo produto durante a execução do exercício de força. 

Endereço: http://w2.atrio.scire.net.br/upe-papgef/pub/ThesisViewAll.do?method=viewAll&id=106&pg_query=7506525005005553&pg_range=5

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