Efeito na Fase de Aproximação na Ultrapassagem de Um ou Dois Obstáculo em Pessoas com Doença de Parkinson e Neurologicamente Sadios

Por: D. Orcioli-silva, F. A. Barbieri, F. B. Hernandes, L. Simieli, , P. C. R. Santos, R. Vitório e V. S. Beretta.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A presença de obstáculos é comum durante o andar no dia-adia de idosos. Porém, até o momento, nenhum estudo analisou o andar de pessoas com doença de Parkinson (DP) durante a ultrapassagem de mais de um obstáculo. A ultrapassagem de dois obstáculos pode ser mais arriscada para pessoas com DP devido aos déficits na integração sensorial, somado com os comprometimentos motores, sobretudo a bradicinesia e a hipometria. O período de planejamento (fase de aproximação) para a ultrapassagem nestas situações pode interferir no desempenho desta tarefa motora. Assim, o objetivo do estudo foi comparar a influência de múltiplos obstáculos na fase de aproximação para o obstáculo em idosos com DP e neurologicamente sadios. Participaram do estudo 19 idosos com DP entre os estágios leve e moderado da DP (GP) e 19 idosos neurologicamente sadios (GC). Foram realizadas 3 tentativas para cada condição experimental: andar sem obstáculo (SO), com a presença de um obstáculo (OB1) e dois obstáculos (OB2) de 15 centímetros de altura. Os indivíduos receberam a instrução de andar em velocidade preferida. Para a aquisição dos parâmetros de interesse foi utilizado o sistema GAITRite®, sendo analisado na fase de aproximação o comprimento, duração, velocidade e largura da passada, e porcentagem de suporte simples, duplo suporte e fase de balanço. Os parâmetros de interesse foram analisados através de ANOVAs, com medidas repetidas para condição, com valor de p ajustado (0,017). Para o fator grupo, o GP, em relação ao GC, apresentou menor comprimento, velocidade e porcentagem de suporte simples e maior porcentagem de duplo suporte. Para o fator condição, os participantes apresentaram menor comprimento, velocidade e porcentagem de suporte simples e maior porcentagem de balanço e duplo suporte no OB1 e OB2 quando comparados com SO. Ainda, no OB2, os participantes aumentaram a duração da passada em relação ao SO e OB1. Em relação à interação grupo*condição, o teste post hoc indicou que o GP, em todos os ambientes, apresentou menor comprimento e porcentagem de suporte simples em relação ao GC. Além disso, ambos os grupos diminuíram o comprimento da passada nas condições com obstáculos em relação à condição sem obstáculo. Ainda, o GP diminuiu a porcentagem de suporte simples na presença de 1 ou 2 obstáculos, enquanto o GC não alterou esses parâmetros. Conclui-se que a presença de obstáculos compromete o andar dos idosos, ainda, na presença de 2 obstáculos os idosos necessitam de mais tempo para planejar a ultrapassagem. Porém, devido ao andar mais comprometido de pessoas com DP, ambientes mais complexos pode ser mais arriscados para essa população. Além disso, o GP utiliza uma estratégia mais conservadora para planejar a ultrapassagem, ou seja, eles diminuem a fase de suporte simples.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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