Efeito de Onze Semanas de Treinamento Sobre a Velocidade Critica e o Limiar Anaerobio em Nadadores

Por: Marcus Vinicius Machado.

2009 11/02/2009

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Resumo

Os objetivos do presente estudo foram: a) avaliar o efeito de 12 semanas de treinamento sobre a velocidade crítica (VC) e o limiar anaeróbio (LAn) em nadadores; b) verificar a correlação da VC com o máximo estado estável do lactato (MEEL) de nadadores adolescentes de elite; c) verificar a influência da utilização de diferentes combinações de distâncias sobre os valores da VC e CTAn (capacidade de trabalho anaeróbio) em nadadores. Participaram do estudo 33 nadadores com idades entre 13 a 21 anos. A VC foi determinada através do coeficiente angular da reta de regressão linear entre a distância e o tempo obtido em cinco tiros máximos (50, 100, 200, 400 e 800m). Para a determinação do LAn foram realizadas três séries de quatro repetições de 400m (3 x 4 x 400m) a 98, 100 e 102% da VC, com pausa de 45 s entre os tiros e intervalo de 48 hs entre as séries. Foram coletados 25 ?l de sangue da ponta dos dedos durante o repouso e ao final de cada tiro. O LAn foi definido como a mais alta intensidade de nado na qual ocorra um platô no lactato sanguíneo. Os testes para a determinação da VC e do LAn foram repetidos após 12 semanas de treinamento. Para a comparação da VC entre os momentos utilizou-se o teste de Wilcoxon. O teste t de Student foi utilizado na comparação entre os tiros máximos nos dois momentos. A correlação linear de Pearson foi empregada na comparação entre a VC e o MEEL. A ANOVA one-way foi utilizada para comparar a concentração de lactato sanguíneo nos tiros de 400m nas três intensidades (98, 100 e 102%) e na comparação entre as diferentes combinações de tiros e o Post Hoc de Tukey quando P<0,05. A VC obtida no momento pós doze semanas de treinamento foi significativamente maior quando comparada com o momento pré (1,45 ± 0,10 vs 1,41 ± 0,11 m/s-1). No entanto, não foram observadas diferenças significativas no LAn entre os momentos pré e pós (1,41 ± 0,10 vs 1,43 ± 0,10 m/s-1). Observou-se também uma diminuição na concentração média de lactato entre os momentos. A VC superestimou o MEEL dos nadadores jovens (1,32 ± 0,06 vs 1,29 ± 0,05), sendo que o MEEL foi observado na intensidade de 98% da VC no grupo analisado. Observou-se também que nas diferentes combinações de tiros, as distâncias menores (50, 100 e 200m) proporcionaram maiores valores da VC (1,47 ± 0,13), causando com isso uma diminuição na CTAn (11,91 ± 2,61). A utilização de tiros de média e longa distância proporcionou valores mais baixos para a VC (1,38 ± 0,10, 1,34 ± 0,09 e 1,36 ± 0,09) quando comparados com os tiros curtos, respectivamente para 100, 200 e 400m; 200, 400 e 800m; 50, 100, 200, 400 e 800m. Através dos resultados obtidos, conclui-se que: a) 12 semanas de treinamento foram suficientes para promover um aumento na VC. O mesmo comportamento não foi observado com o MEEL, entretanto, a diminuição da concentração média de lactato no momento pós-experimental demonstrou uma adaptação ao treinamento e a maior eficiência do sistema aeróbio; b) a VC pode não corresponder ao MEEL em nadadores adolescentes de elite. Entretanto, a alta correlação encontrada entre os métodos sugerem a utilização da VC de forma fidedigna na prescrição e monitoramento do treinamento desses atletas; c) a distância dos tiros possui grande influência sobre os valores da VC e da CTAn, podendo com isso superestimar ou subestimar a velocidade correspondente à máxima fase estável do lactato 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000443202&opt=1

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