Efeito do Treinamento de Força Sobre a Qualidade de Vida em Idosas

Por: Eder Rodrigo Mariano.

126 páginas. 2012 15/08/2012

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Resumo

A força muscular é uma variável relevante durante o envelhecimento por estar associada à capacidade funcional do sistema músculoesquelético do ser humano, em especial, do idoso. A perda de unidades motoras (sarcopenia) e o declínio na capacidade neural de recrutamento de tais unidades (dinapenia) ocorrem a partir da quinta década de vida, acentuam-se após os 60 anos e agravam-se com o decorrer dos anos. A diminuição na qualidade da contração muscular pode comprometer a autonomia e a independência do idoso, dificultando a realização de atividades da vida diária podendo, repercutir negativamente em sua qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos do treinamento resistido (musculação) sobre a força muscular e a qualidade de vida em idosas. Para tal, utilizou-se o dinamômetro N2000PRO e o Questionário de Qualidade de Vida – Abreviado (SF-36). Participaram do estudo 36 voluntárias, com idade a partir de 60 anos, divididas em: grupo sedentário (GS=16), formado por idosas que não realizaram nenhum tipo de exercício resistido, e grupo de treinamento (GT=20) composto por idosas que foram submetidas ao programa de treinamento de força com duração de 60 minutos cada sessão, duas vezes por semana, durante 12 semanas. O treinamento foi constituído dos seguintes exercícios: agachamento, extensão do joelho, flexão de joelho, remada sentada baixa, remada alta, desenvolvimento, elevação lateral do braço, rosca direta e tríceps com halter. A intensidade do treino foi determinada baseando-se na zona de repetições máximas (8 a 12 repetições) e na ordem de execução dos exercícios. Foi observado, após o treinamento resistido, um aumento estatisticamente significativo na força de extensores do joelho (p=0,0032) e de extensores da coluna lombar (p=0,0207). Na avaliação da qualidade de vida constataram-se melhoras estatisticamente significativas na capacidade funcional (p=0,0092), no estado geral de saúde (p=0,0075), vitalidade (p=0,0015) e na saúde mental (p=0,0154). Concluímos que o treinamento foi eficaz no aumento de força dos extensores do joelho e da coluna lombar, além de melhorar a qualidade de vida sob, principalmente, sobre a capacidade funcional das idosas investigadas.

Endereço: http://www.tedebc.ufma.br/

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