Efeito do Uso de Dicas Agudas no Arremesso de Lance Livre Adaptado, com Dois Focos de Atenção, em Crianças com Síndrome de Down

Por: Cristianne da Silva Reis.

74 páginas. 2011 30/09/2011

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A Síndrome de Down (SD) se caracteriza por apresentar a deficiência intelectual permanente com inevitável atraso em todas as áreas do desenvolvimento, dentre elas a dificuldade de concentração. Com a finalidade de facilitar a aprendizagem utilizam-se “dicas”, que são estratégias cognitivas que focam a atenção nos aspectos relevantes da tarefa. Desta forma o objetivo
desta pesquisa foi analisar e comparar os efeitos da utilização aguda das dicas com dois focos de atenção (interno e externo) na performance do arremesso de
lance livre adaptado para essas crianças. Foram selecionadas doze crianças com SD, com idade entre 7 e 9 anos, sem experiência nenhuma na habilidade
proposta, divididas em 2 grupos. No grupo 1 com Foco Interno (G1-FI), havia seis crianças, sexo masculino = 1 e feminino = 5 ( média de idade = 7,7 anos)
e no grupo 2 Foco Externo (G2-FE) também havia seis crianças, masculino = 4 e feminino = 2 (média de idade = 8,1 anos). Um questionário foi respondido
pelos pais/responsáveis das crianças sobre sua experiência com o arremesso livre. Em um primeiro momento, ambos os grupos foram submetidos ao Teste Inicial (TI). Cada grupo recebeu sua dica sobre o direcionamento da atenção correspondente e cada criança pode fazer 10 tentativas de arremesso,
computando-se os acertos e os erros. Após 2 meses de intervalo, sem treinamento, os dois grupos foram submetidos ao Teste de Retenção (TR), porém sem receber qualquer direcionamento de dica ou foco de atenção, solicitou-se apenas que arremessassem da mesma forma que fizeram da última vez, sendo novamente concedidas 10 tentativas. Foi aplicado o teste de Shapiro-Wilk para testar a normalidade entre os grupos G1-FI e G2-FE no TI (p>,05) o qual não apresentou diferenças significativas, indicando que não
houve influência significativa na distribuição dos participantes e que a estratégia aplicada foi eficiente. Na sequência, foi aplicada uma ANOVA de dois fatores para as 10 tentativas de TI em cada grupo (G1-FI e G2-FE) e TR também em cada grupo. Na análise intra grupos, após os 2 meses de intervalo, sem treinamento, constatou-se que tanto o grupo G1-FI (TI = 5 e TR = 3), quanto o grupo G2-FE (TI = 6.8 e TR = 4.1) não houve melhora nos resultados do arremesso de lance livre adaptado. Entretanto, na análise entre
grupos, as médias nos TIs (G2-FE = 6.8 e G1-FI = 5) foram maiores se comparadas aos TRs (G2-FE= 4.1 e G1-FI= 3). Embora as médias do G2-FE fossem maiores que as do G1-FI, não houve vantagem de um grupo sobre o outro, indicando que não houve diferença significativa. Neste sentido, as utilizações agudas das dicas com diferentes focos de atenção não
apresentaram melhora em nenhuma das condições.

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/28318

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