Efeitos de 12 Semanas de Treinamento de Força na Pressão Arterial Ao Longo das 24 Horas em Indivíduos com Claudicação Intermitente

Por: Ana Patrícia Ferreira Gomes.

2014 26/05/2014

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Resumo

A claudicação intermitente (CI) é o principal sintoma da doença arterial periférica e que se caracteriza por dor durante a deambulação, cessando apenas com o repouso. Pacientes com CI apresentam níveis alterados de pressão arterial. O treinamento de força (TF) parece reduzir a pressão arterial em claudicantes, porém os efeitos desse tipo de treinamento nas respostas cardiovasculares ao longo do dia ainda não foram estabelecidos. Objetivo. Analisar os efeitos de 12 semanas de TF nas variáveis Cardiovasculares ao longo de 24 horas em indivíduos com CI. Métodos.
Estudo clínico randomizado. Foram incluídos no estudo 33 pacientes com CI. Os indivíduos foram randomizados em dois grupos: grupo treinamento de força (GTF) e controle (GC). Ambos os grupos realizaram 12 semanas de intervenção em duas sessões semanais. O GTF realizou oito exercícios, em três séries de 10 repetições, com intensidade de 5 a 7 da OMNI Resistance Exercise Scale. O GC realizou alongamentos. Antes e após as intervenções, os pacientes utilizaram o monitor ambulatorial da pressão arterial para obtenção da pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), frequência cardíaca (FC), pressão arterial média (PAM) e duplo produto (DP) nos períodos de 24 horas, vigília e sono. Além disso, foram obtidos a ascensão matutina, a carga pressórica e o descenso noturno. Para análise dos dados, foi utilizada Análise de Variância de dois caminhos. Quando necessário, foi empregado o teste de post-hoc de Newman-Keuls. Foi aceito como valor significante p<0,05. Resultados. Vinte e um pacientes (11 do GTF e 10 do GC) completaram as intervenções. A pressão arterial sistólica (GTF= 125 ± 19 vs. 113 ± 16 mmHg e GC= 131 ± 16 vs. 133± 17 mmHg; p= 0,013) e a pressão arterial média (GTF= 86 ± 10 vs. 79 ± 9 mmHg e GC=88 ± 8 vs. 88 ± 8 mmHg; p= 0,022) em repouso diminuíram apenas no GTF após 12 semanas de treinamento (p<0,05). Ao longo das 24 horas, a PAS, PAD, PAM, FC e o DP não se modificaram entre os grupos (p>0,05). Esses resultados também foram observados quando analisados os períodos de vigília e de sono, assim como a ascensão matutina, o descenso noturno e a carga pressórica (p>0,05). Conclusão. Os resultados do presente estudo indicam que 12 semanas de TF reduzem a PAS e PAM de repouso;entretanto, não alteram a pressão arterial ao longo das 24 horas em indivíduos com CI.  

Endereço: http://w2.atrio.scire.net.br/upe-papgef/pub/ThesisViewAll.do?method=viewAll&id=98&pg_query=41165655664033796&pg_range=5

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