Efeitos de 16 Semanas de Treinamento com Pesos Sobre Indicadores de Risco da Síndrome Metabólica em Mulheres na Pós-menopausa.

Por: Miguel S. Conceição.

III Congresso de Ciência do Desporto

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Introdução: A deficiência na produção de hormônios femininos na pós-menopausa faz com que aumente a incidência de doenças cardiovasculares devido às diversas funções que esses exercem no organismo da mulher. Esses hormônios são importantes para controlar a saúde global da mulher, já que participa de diversos eventos metabólicos como: síntese de proteínas, controle do colesterol e distribuição de gordura corporal, onde o fato de aumentar a quantidade de gordura intra-abdominal, acima dos padrões recomendados, pode elevar os casos de Síndrome Metabólica (SM).

 Objetivo: Analisar os efeitos de 16 semanas de treinamento com pesos (TP) sobre os indicadores de risco da SM em mulheres na pós-menopausa.

 Metodologia: Participaram 25 voluntárias, na pós-menopausa, subdivididas em dois grupos: grupo treinado (GT n=15) e grupo controle (GC n=10). O programa de TP teve freqüência de 3 sessões semanais em dias alternados, onde estes foram prescritos por zona alvo de repetição máxima. Os níveis de força foram mensurados pelo teste de 1-RM, a composição corporal foi obtida pelo método de dobras cutâneas e a circunferência de cintura (CC) foi utilizada para mensurar gordura intra-abdominal. Para o perfil lipídico foram avaliados: colesterol total (CT), triglicerídeos (TGL), HDL, LDL, e glicose. A medida da pressão arterial sistólica e diastólica (PAS e PAD) foi coletada pelo método auscultatório. Análise estatística: A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro Wilks. Não encontrando normalidade, foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis, para avaliar os efeitos do TP intra e intergrupos.

Resultados: podem ser visualizados na Tabela 1. Tabela 1. Valores apresentados em média e desvio padrão das variáveis: CC, PAS, PAD, CT, LDL, HDL, TGL e glicose. Variáveis GT GC Pré Pós P Pré Pós P CC 80,74 ± 9,54 81,50 ± 8,42 Ns 80,27 ± 7,17 81,38 ± 6,42 Ns PAS 128,80±16,86 121,53±10,69 119,00±12,62 120,10±7,60 Ns PAD 87,20 ± 7,00 81,86 ± 6,82 Ns 80,10 ± 9,59 76,30 ± 4,87 Ns CT 241,99±49,98 81,68± 7,06* 0,05 230,26±111,07 198,46±24,02 Ns LDL-c 145,87±38,85 87,16±23,56* 0,05 137,75±128,80 116,61±22,62 Ns HDL-c 58,10 ± 18,27 58,22 ± 11,77 Ns 48,64 ± 12,22 49,94 ± 8,47 Ns TGL 190,05±89,40 205,21±92,90 Ns 169,33±118,31 156,88±56,41 Ns GLIC 97,44 ± 1,07 87,46±6,67*§ 0,05 90,17 ± 5,09 99,92 ± 5,20* 0,05 *Diferença estatisticamente significante entre momentos. § diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação ao momento final, (p<0,05). ns= diferença não significante.

 Conclusão: Considerando que as voluntárias não possuíam a SM instalada, o TP mostrou-se eficaz na manutenção de padrões saudáveis de algumas variáveis (PAS, PAD, CC, HDL-c) e também para diminuir outros parâmetros de risco (CT, LDL-c, GLIC), tornando-se um agente benéfico, não medicamentoso, contra os fatores de risco de SM em mulheres na pós-menopausa.

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