Efeitos Agudos e Crônicos do Treinamento em Hidroginástica no Perfil Lipídico e na Enzima Lipase Lipoprotéica de Mulheres Pré-menopausicas Dislipidêmicas

Por: Rochelle Rocha Costa.

146 páginas. 2011 00/00/0000

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Resumo

O objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos agudos e crônicos do treinamento em hidroginástica no perfil lipídico (PL) e na enzima lipase lipoprotéica (LPL) de mulheres pré-menopáusicas dislipidêmicas. Para tanto, 30 mulheres foram randomicamente distribuídas em dois grupos, um que realizou treinamento aeróbico em aulas de hidroginástica (HA; n=16; 45,88 ± 2,80anos; 1,59 ± 0,07m; 74,02 ± 12,21kg) e outro que não realizou nenhum tipo de treinamento (GC; n=14; 47,36 ± 3,69anos; 1,58 ± 0,06m; 72,76 ± 15,59kg). As voluntárias realizaram o treinamento aeróbico intervalado durante 12 semanas, com 2 sessões semanais de 45 minutos cada, com intensidades variando de 9 a 15 na Escala de Percepção Subjetiva de Borg ao longo dos mesociclos. As variáveis colesterol total (CT), triglicerídeos (TG), lipoproteína de baixa (LDL) e muito baixa densidade (VLDL), lipoproteína de alta densidade (HDL), relação CT/HDL, lipase lipoprotéica (LPL) e consumo máximo de oxigênio (VO2máx) foram avaliados cronicamente (antes e após o treinamento de 12 semanas) nas voluntárias de ambos os grupos e agudamente em dois momentos (pré e pós-sessão enquanto sedentárias; e pré e pós-sessão depois de treinadas aerobicamente nesta modalidade) nas participantes do grupo HA. Para análise dos dados foi usada estatística descritiva, ANOVA para medidas repetidas com os fatores tempo e grupo (análise crônica), e ANOVA two way para medidas repetidas (fatores sessão e estado de treinamento) para análise aguda, nas interações significativas realizou-se um teste F por fator, todos os testes com nível de significância α=0,05. A análise aguda demonstrou redução significativa do momento pré para o pós-sessão de todas as variáveis aterogênicas do PL, ou seja, CT (1,47% enquanto sedentárias e 2,10% após treinadas), LDL (2,85% enquanto sedentárias e 2,79% após treinadas), TG e VLDL (2,54% enquanto sedentárias e 6,71% após treinadas); e incremento das anti-aterogênicas, a saber HDL (3,45% enquanto sedentárias e 2,98% após treinadas) e LPL (25,02% enquanto sedentárias e 24,65% após treinadas), independente do estado de treinamento das voluntárias do grupo HA. Já a análise crônica demonstrou que as 12 semanas de treinamento causaram nas participantes do grupo HA diminuições significativas nas concentrações de CT (9%), LDL (16,4%) e na relação CT/HDL (17%), assim como incremento no VO2máx (6,59%) e nos níveis de HDL (10%) e da LPL (17%), sem, entretanto, serem observadas alterações significativas nas concentrações de TG e VLDL. Ressalta-se, ainda, que não foram observadas alterações estatisticamente significativas em nenhuma das variáveis nas voluntárias do grupo GC. Desta forma, conclui-se que o treinamento em hidroginástica de caráter aeróbico intervalado produz efeitos benéficos no PL e nos níveis de LPL de mulheres pré-menopáusicas dislipidêmicas, e que os efeitos agudos são independentes do seu estado de treinamento.

Endereço: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/40146

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