Efeitos Agudos da Corrente Interferencial Ganglionar em Mulheres Sadias

Por: Cláudio Hiroshi Nakata.

2014 24/10/2014

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Resumo

OBJETIVO: Analisar os efeitos agudos da corrente interferencial ganglionar em mulheres sadias. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo do tipo experimental aleatorizado e transversal. Vinte e uma mulheres militares do Exército Brasileiro divididas em dois grupos, conforme IPAQ, em ativas (média de idade de 32,80 ± 3,011 anos, massa 56,50 ± 5,523 Kg, estatura de 164,30 ± 6,993 cm e IMC de 20,90 ± 1,729 kg/m2 e 80% com conceito excelente no teste de aptidão física) e irregularmente ativas (média de idade de 33,45 ± 1,968 anos, massa 67,64 ± 10,072 Kg, estatura de 163,36 ± 7,698 cm e IMC de 25,18 ± 2,401 kg/m2 e 80% com conceito bom no teste de aptidão física) realizaram dois protocolos - eletroestimulação interferencial e placebo. A eletroestimulação interferencial foi aplicada na região cervicotorácica (C7 a T4) com uma frequência fixa de 5000 Hz, amplitude de modulação de frequência de 100Hz com variação de 25% e intensidade ajustada no limiar sensitivo, sem contração muscular, durante 30 minutos. Os protocolos foram aleatorizados e aplicados em dias distintos com intervalo mínimo de 24 horas. Foram analisadas os ajustes cardiovasculares e a variabilidade da frequência cardíaca. RESULTADOS: A corrente interferencial não provocou grandes repercussões no comportamento cardiovascular. Ocorreu um padrão de elevação da pressão arterial sistólica (PAS, mmHg) nos dois grupos e uma tendência de diminuição da pressão arterial diastólica (PAD, mmHg) nas ativas. Quanto a variabilidade da frequência cardíaca, a corrente interferencial provocou nas militares irregularmente ativas elevação das variáveis Baixa Frequência (BF, nu) 13,97 ± 3,588 nu, p<0,01 e BF/AF (0,53 ± 0,183 nu; p<0,05) e diminuição da variável Alta Frequência (AF, nu) 13,75 ± 3,627 nu, p<0,01. Adicionalmente, verificamos no grupo das ativas, um efeito de maior magnitude da corrente interferencial em relação ao placebo. A variável BF (11,97 ± 3,588 nu; p<0,05) e a relação BF/AF (0,7 ± 0,183 nu; p<0,001) tiveram elevação e a variável AF (11,36 ± 3,627nu; p<0,05) uma diminuição. CONCLUSÃO: A corrente interferencial promoveu alterações na variabilidade da frequência cardíaca aumentando a atividade simpática e atenuando a parassimpática em mulheres irregularmente ativas. Adicionalmente, essa corrente também teve um maior efeito nas variáveis BF, AF e BF/AF no grupo das ativas em relação ao placebo, reforçando a hipótese que seus efeitos podem sofrer influências das características da população, como o nível de condicionamento físico.

Endereço: http://googleweblight.com/?lite_url=http://repositorio.unb.br/handle/10482/16619&lc=pt-BR&s=1&m=638&host=www.google.com.br&ts=1513867101&sig=AOyes_T9gC4b_u4K4CcRjkbsm0HVtqutJQ

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