Efeitos Agudos Tardios no Treinamento da Flexibilidade: Influência da Duração do Estímulo e Respostas Cardiovasculares

Por: Luiz Eduardo Viveiros de Castro.

2006 22/03/2006

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Resumo

O conhecimento das respostas fisiológicas agudas e agudas tardias ao exercício de flexibilidade fornece subsídios para um treinamento mais eficiente e seguro. Dentre os componentes metodológicos que têm uma relação próxima com esses aspectos, destacam-se a duração do estímulo e a sobrecarga vascular. A presente dissertação teve por objetivos: a) comparar a influência da duração e número de séries realizadas durante exercício de flexibilidade sobre o incremento agudo e agudo tardio (sub-agudo) do arco de movimento; b) comparar as respostas cardiovasculares agudas (FC, PAS e DP) em exercícios de flexibilidade realizados com grandes e pequenos grupos musculares, com e sem recurso à manobra de Valsalva, em sujeitos com flexibilidade reduzida. Participaram do primeiro estudo 70 indivíduos com idade entre 20 e 30 anos, sem treinamento prévio em flexibilidade. Destes, 10 sujeitos compuseram o grupo controle (GC) e os demais foram divididos em três grupos, de acordo com a duração do estímulo, a saber, 10 segundos (G10), 60 segundos (G60) e 120 segundos (G120), para o movimento de extensão de ombro. Posteriormente, cada grupo foi subdivido em relação ao número de séries, a saber, uma (G10A, G60A, G120A) e três séries (G10B, G60B, G120B). A ANOVA de três entradas identificou associação significativa entre o tempo de estímulo e do aumento agudo da amplitude dos movimentos (p=0,042). Não se verificaram diferenças de flexibilidade entre os grupos experimentais, mas todos exibiram valores maiores que os do GC. No segundo estudo, 22 voluntários realizaram 4 repetições de 30s em dois exercícios de alongamento estático, dorsi-flexão (m. gastrocnêmico - Gast) e flexão de quadril (m. ísquios-tibiais – I Tib), com (CV) e sem (SV) manobra de Valsalva, em quatro visitas ao laboratório. O resultados foram analisados através da ANOVA fatorial com medidas repetidas para cada variável, seguidas do teste post-hoc de Fisher. Houve uma tendência geral à elevação dos valores de FC, PAS e DP em relação ao repouso (p<0,05). Aumentos significativos ao longo das séries, para PAS e DP, foram encontrados em cada uma das situações observadas intra-grupos. As principais variações inter-grupos identificadas foram um delta negativo para a FC (I Tib CV e Gast SV; ∆=-15 bpm) e DP (I Tib CV e Gast SV; ∆= -4033 mmHg.bpm) e um delta positivo na PAS (I Tib CV e Gast SV; ∆=+21 mmHg). Os maiores valores da PAS associaram-se aos exercícios com maior massa muscular, com aplicação simultânea da manobra de Valsalva. Conclui-se que a massa muscular e o padrão respiratório podem influenciar nas respostas cardiovasculares agudas durante exercícios de flexibilidade, o que tende a ser potencializado quando o trabalho é realizado com séries múltiplas. 

Endereço: https://www.dropbox.com/s/k0l8bpaid2j9tjs/UGF.00311.pdf

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