Efeitos Autonômicos e Ventriculares do Treinamento Físico Aeróbico, Resistido e Combinado em Ratos Submetidos Ao Infarto do Miocárdio

Por: Leandro Yanase Rocha.

109 páginas. 2016 15/08/2016

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Resumo

Na atualidade, as doenças crônicas não transmissíveis estão entre os principais problemas de Saúde Pública, sendo as doenças cardiovasculares as principais causas de morte em todo o mundo. Os benefícios autonômicos e cardiovasculares do treinamento físico (TF) aeróbico já são bem descritos em pacientes com doenças arteriais coronarianas e com infarto do miocárdio (IM) como recurso terapêutico não farmacológico. No entanto, o TF resistido e o combinado na função cardíaca e na modulação autonômica são pouco estudados. Portanto, o objetivo do presente estudo foi analisar os efeitos do TF aeróbico, resistido e combinado por 3 meses nas respostas ventriculares, hemodinâmicas e autonômicas de ratos submetidos ao IM. Para contemplar os objetivos, foram utilizados ratos Wistar machos, divididos em grupos (n=10, por grupo): controle (C), infartado sedentário (IS), infartado + TF aeróbico (ITA), infartado + TF resistido (ITR) e infartado + TF combinado (ITC). Após 1 semana de IM, o grupo ITA foi submetido ao TF aeróbico com intensidade de 60 a 75% da velocidade do teste de esforço (TE), por 60 min/dia, 5 dias/semana, durante 3 meses. O grupo ITR foi submetido ao TF resistido com 40 a 60% do teste de carga máxima (TCM), 5 dias/semana, com 15 escaladas por sessão e 1 minuto de descanso entre cada escalada. O grupo ITC realizou os dois tipos de TF, sendo 3 dias da semana de TF aeróbico e 2 de TF resistido. A área de IM entre os grupos infartados foi semelhante ao início do protocolo (~42,4±1%) e foi reduzida pelo TF aeróbico e combinado (IS: 38,8±2; ITA: 29,5±9; ITR: 38,4±3 e ITC: 28,5±2). O peso do tecido adiposo branco (TAB) retroperitoneal foi semelhante no grupo IS em comparação ao C, diminuiu em 53,5% no grupo ITA e 42,2% no grupo ITR quando comparado com o IS. Já o grupo ITC reduziu o peso do TAB em 99,1% se comparado ao IS, 97,9% se comparado com o ITA e 98,3% quando comparado com o ITR. Na velocidade de encurtamento circunferencial (VEC) o TF aeróbico e combinado foram capazes de normalizar essa variável (C: 50±2; IS: 31±3; ITA: 42±4; ITR: 35±3 e ITC: 41±5 circ/seg 10-4). O grupo IS apresentou aumento da frequência cardíaca (FC) se comparado ao C, porém os TF aeróbico e combinado foram capazes de normalizar essa variável (C: 325±5; IS: 356±10; ITA: 323±3; ITR: 358±12 e ITC: 310±6 bpm). O TF resistido não conseguiu reverter o prejuízo na sensibilidade barorreflexa nas respostas taquicárdicas quanto nas bradicárdicas, entretanto, o TF aeróbico e combinado normalizou esses parâmetros. Na raiz quadrada da média das diferenças dos intervalos RR (RMSSD), o grupo IS apresentou redução de 37,3% se comparado com o C. Entretanto, o TF aeróbico e resistido foram capazes de normalizar essa variável. O TF combinado melhorou em 100% comparado com IS e 31,2% e 38,1% em comparação com os grupos ITA e ITR respectivamente. Na relação entre as bandas de baixa e alta frequência, o IM reduziu, no entanto, os TF foram capazes de melhorar essa variável. Os resultados evidenciaram que houve efeitos benéficos do TF aeróbico no peso corporal, na capacidade física aeróbica, função cardíaca e autonômica e na sensibilidade barorreflexa. O TF resistido proporcionou ajustes na composição corporal, ganho de força e na modulação parassimpática cardíaca. O TF combinado proporcionou, além de alterações positivas similares ao do TF aeróbico, benefícios adicionais na redução do tecido adiposo branco, capacidade física aeróbica, frequência cardíaca de repouso e modulação parassimpática cardiovascular em ratos infartados.

Endereço: http://www.usjt.br/biblioteca/mono_disser/mono_diss/2017/386.php

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