Efeitos Crônicos do Exercício de Alongamento na Histomorfometria e Imunomarcação do Músculo Sóleo de Ratas Jovens e Idosas

Por: Kátia Janine Veiga Massenz.

2019 00/00/0000

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Resumo

Introdução: A realização do exercício de alongamento, dependendo do tipo, intensidade, volume, frequência e período de treinamento pode promover respostas intracelulares, variando de acordo com a fase da vida, isto é, criança, adulto ou idoso. As respostas intracelulares podem ser identificadas como modificações histomorfométricas, as quais são responsivas a ativação dos componentes da matriz extracelular no músculo esquelético, como por exemplo, o colágeno I e III. Com o processo de envelhecimento verifica-se declínio físico e redução da amplitude de movimento articular, que contribuem para a redução da massa muscular, tanto radial denominada sarcopenia, como longitudinal, identificada pela diminuição do comprimento muscular e do número de sarcômeros em série. Em idosos o fator inflamatório como TNF-? pode ativar vias da atrofia muscular e contribuir na ativação do fator ? do crescimento (TGF?), que podem afetar a massa muscular e os colágenos I e III. Objetivos: Avaliar os efeitos crônicos do exercício de alongamento mecânico passivo estático na histomorfometria e imunomarcação do músculo sóleo de ratas jovens e idosas. Métodos: Trinta e oito Rattus norvegiccus, linhagem Wistar albino, fêmeas foram divididas em grupo controle jovem (GCJ, n=8, 253±12g); grupo alongamento jovem (GAJ, n=10, 274±50g); grupo controle idoso (GCI, n=7, 335±39g) e grupo alongamento idoso (GAI, n=7, 321±32g). O alongamento foi realizado no músculo sóleo esquerdo, 3 vezes por semana, durante 3 semanas por meio de um aparato de alongamento, com a rata anestesiada. O protocolo de alongamento consistiu de 4 repetições, 60 segundos cada repetição, com intervalo de 30 segundos entre as repetições, em cada sessão. No dia seguinte após a última sessão de alongamento, as ratas foram anestesiadas, e o músculo sóleo esquerdo foi dissecado, pesado em balança de precisão, mensurado com paquímetro digital e em seguida, armazenado para posterior preparo das lâminas de hematoxilina eosina (HE); contagem de sarcômeros em série e de imunomarcação para análise de colágeno tipo I, colágeno III, TGF-?1 e TNF-?, em microscopia de luz. As análises histomorfométricas (área de secção transversa das fibras musculares-ASTFM) foram realizadas por meio do software ImageJ (1.52a USA), enquanto que a porcentagem de imunomarcação foi realizada por meio do software Image Pro Plus versão 4.1. A análise de normalidade dos dados foi realizada por meio do teste Shapiro-Wilk e a homogeneidade pelo teste Levene. Quando os dados apresentaram distribuição normal e homogênea aplicou-se os testes T-student pareado, para avaliação do peso corporal inicial (1º dia) e final (9º dia). Para comparação dos dados intergrupos e intragrupos de dados normais aplicou-se o teste paramétrico ANOVA- one way, post hoc Tukey. Enquanto que para os dados não normais, aplicou-se o teste não paramétrico Kruskal-Wallis. A correlação entre as variáveis paramétricas foi analisada pelo teste de Pearson e para as variáveis não paramétricas pelo teste de Sperman. A significância dos dados foi considerada quando p?0,05. Resultados: A massa muscular absoluta não diferiu na comparação intragrupos (p>0,05) ou intergrupos (p>0,05). Porém, foi verificada menor massa muscular relativa ao peso corporal no GAI (0,04±0,02) comparado ao GAJ (0,06±0,00) p=0,00, Kruskal-Wallis. A ASTFM foi significativamente maior no GAJ em comparação com o GCJ (5681,15?m²±1943,61?m² vs 5119±1857,73 p=0,00 Kruskal-Wallis). Enquanto que em ratas idosas verificou-se menor ASTFM no GAI comparado ao GCI (3919,54?m²±1694,65?m² vs 4172,82?m²±1446,08?m² p=0,00, Kruskal-Wallis). O comprimento muscular foi maior no GAI quando comparado ao GCI (25,12mm±2,46mm vs 22,14mm±2,56mm p=0,04 ANOVA one way Post Hoc Tukey). E o comprimento dos sarcômeros maior em GAI em relação ao GAJ (1,85?m±0,20?m vs 2,23 ?m ±0,26?m p=0,00, Kruskal-Wallis). A porcentagem de colágeno I foi maior no GAJ do que no GAI (7,44%±7,18 vs 0,07%±0,09 p=0,02 Kruskal-Wallis). Assim como a porcentagem de colágeno III quando comparados GAJ com GAI (14,37%±9,54% vs 5,51%±5,52% p=0,00 Kruskal-Wallis). A porcentagem ?? ?? ?? ?? de TNF-? foi maior em GAI do que em GAJ (41,87%±40,19 vs 1,72%±2,02 p=0,00 Kruskal-Wallis).??A porcentagem de epimísio foi maior no GAJ comparado ao GCJ (201,83 ± 132,07% vs 181,09 ± 147,04%, p = 0,00 Kruskal-Wallis). Conclusão: A sarcopenia foi detectada no músculo envelhecido. Alongamento induziu hipertrofia, sarcomerogênese e aumentou colágeno I e colágeno III no músculo jovem. Em contraste, o alongamento no músculo envelhecido causou hipotrofia e degradação da matriz provavelmente modulada pelo TNF-?. 

Endereço: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/62366

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