Efeitos da Aplicação da Kinesiotaping em Extensores de Joelho Sobre o Desempenho e Atividade Muscular em Ações Isométricas Máximas

Por: Fábio Sisconeto de Freitas.

2017

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Resumo

Durante a última década, a bandagem kinesiotaping (KT) tornou-se uma opção popular de tratamento no campo de lesões musculoesqueléticas e desportivas. Alguns atletas utilizam-na com o objetivo principal de aumento na ativação muscular e na produção de força, o que levaria a uma melhora do desempenho no esporte. Entretanto, a literatura apresenta resultados bastante controversos sobre os seus efeitos, além de que os mecanismos de ação da KT ainda são descritos de forma superficial e não foram totalmente estudados. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o desempenho e a atividade muscular do vasto lateral em ações isométricas máximas em diferentes condições. Trata-se de um estudo descritivo, analítico de intervenção transversal. Participaram da pesquisa 18 sujeitos do gênero masculino, treinados em força há pelo menos um ano, com idade de 25,56 + 4,84 anos, estatura de 176 + 5,17 cm e massa corporal total de 81,83 + 8,73. Inicialmente os sujeitos realizaram uma sessão de aquecimento geral (bicicleta ergométrica) com duração de 5 minutos. Em seguida, a familiarização ao teste de força isométrica foi realizada apenas com o membro inferior dominante na cadeira extensora, onde cada sujeito realizou 5 contrações isométricas submáximas a 50% da contração isométrica máxima imaginável sem o uso de qualquer acessório. Foram testadas quatro diferentes condições (controle, tensor, kinesiotaping e kinesiotaping placebo) de forma aleatorizada. Para cada condição foram executadas três contrações voluntárias máximas isométricas de 5 segundos com intervalos de 10 segundos, em extensão de joelho. Foram fornecidos aos sujeitos 10 minutos de repouso entre as condições. As informações de carry over, pico de força e impulso foram avaliadas por meio de célula de carga, enquanto a atividade muscular foi analisada através da eletromiografia de superfície do músculo vasto lateral. Em relação ao carry over, existiram diferenças significantes entre as condições: controle > placebo (P=0.004, d=1.26, Δ%=40.9); tensor > placebo (P=0.007, d=0.76, Δ%=26.7); e kinesio > placebo (P=0.004, d=0.97, Δ%=31.5). Para o pico de força, impulso e atividade elétrica do músculo vasto lateral não foram observadas diferenças significantes entre as condições. Os resultados deste estudo sugerem que a aplicação da kinesiotaping sobre o músculo quadríceps não afetou as capacidades contráteis ou mesmo passivas. Desta forma, a técnica é ineficaz para seu uso na melhora da performance física em atividades isométricas máximas.

Endereço: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/aluno/visualiza.php?cod=1635

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