Efeitos da Bandagem Elástica Neuromuscular Sobre a Dor, Força Muscular e Amplitude de Movimento do Braço em Atletas de Handebol

Por: Cristiane Rissatto Jettar Lima.

76 páginas. 2015 20/02/2015

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Resumo

No handebol, como consequência do gesto repetitivo do arremesso há uma grande prevalência de lesões no ombro. A bandagem elástica neuromuscular (BEN) é um recurso fisioterapêutico amplamente utilizado na área desportiva, no tratamento e prevenção de lesões. O objetivo da pesquisa foi avaliar o efeito da BEN sobre a dor, força muscular e amplitude de movimento do ombro em atletas de handebol. Participaram 20 atletas profissionais de handebol, do Esporte Clube XV de Piracicaba, gênero masculino, idades entre 17 e 35 anos, com dor no ombro em repouso e movimento confirmado pelo diário de dor e escala visual analógica (EVA), e foram distribuídos em grupo experimental (GE) (n=10) o qual recebeu a aplicação da técnica básica da BEN no músculo deltoide, fibras anteriores, médias e posteriores, associada à aplicação para instabilidade multiaxial e grupo placebo (GP) (n=10) que recebeu duas fitas em I de 10 cm aplicadas na porção distal do deltoide no plano transverso. Os voluntários foram submetidos a quatro avaliações: seleção da amostra, pré-aplicação da bandagem, pós-imediato e em curto prazo (72 horas). Anteriormente a aplicação da BEN, os voluntários responderam os questionários Disability Arm Shoulder and Hand (DASH), Shoulder Pain and Disability Index (SPADI) e Athetic Shoulder Outcome Rating Scale (EROE) para avaliar disfunção no ombro e o Neck Disability Index (NDI) para disfunção cervical. Foi avaliado também, o limiar de dor à pressão (algometria) nos músculos, deltoide médio e trapézio superior, força muscular para os grupos musculares envolvidos na flexão, extensão, abdução, rotação medial e lateral do braço (célula de carga) e a amplitude de movimento para flexão, extensão, abdução, adução, rotação medial e rotação lateral do braço (fleximetria) antes e 1 hora após a aplicação da BEN. A BEN permaneceu por 72 horas em ambos os grupos e neste período foi realizado o diário de dor. Utilizouse o teste de Shapiro-Wilk para normalidade dos dados, o Teste t de Student independente, para comparações intra e intergrupo com nível de significância de 5%. Para análise do tamanho do efeito de tratamento, utilizou-se o teste Cohen d considerando para efeito de tratamento clínico moderado o valor de d entre 0,5 e 0,8. Observou-se diferença estatisticamente significante para: diário de dor intragrupo no GE, pré e pós-intervenção em curto prazo (p=0,05) e ADM para rotação lateral no GP (p=0,02). Encontrou-se efeito moderado de tratamento para a força de flexão do braço (d=0,73), adução horizontal (d=0,57) e na ADM intergrupo na rotação lateral (d=0,60). Para o limiar de dor a pressão observou-se efeito excelente intragrupo no GE (d=0,83) e moderado intergrupo (d=0,62). Não houve resultado significativo da BEN sobre a intensidade dor em repouso ou movimentos do ombro, limiar de dor à pressão, força muscular e amplitude de movimento. Conclui-se que a hipótese da presente pesquisa não foi confirmada, não havendo alteração nas variáveis pesquisadas, porém observou-se diferença significativa para o diário de dor no grupo experimental e amplitude de movimento de rotação lateral do braço no grupo placebo.

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