Efeitos da Música Assíncrona em Esforços Supra Limiar Anaeróbio em Cicloergômetro

Por: Claudio Alexandre Gobatto, Felipe Marroni Rasteiro, Fúlvia de Barros Manchado Gobatto, João Pedro da Cruz, Leonardo Henrique Dalcheco Messias e Rafael Lucas Cetein.

VI Congresso Sudeste de Ciências do Esporte

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Resumo

Introdução: Apesar do papel ergogênico da música no exercício físico ser apontado, são restritas as investigações considerando sua vertente assíncrona (execução do exercício ausente de quaisquer sincronizações fisiológica ou rítmica com a música). Não obstante, os possíveis efeitos da música assíncrona sobre parâmetros fisiológicos, psicofisiológicos e de desempenho em exercício prescrito com base em fenômenos fisiológicos consolidados, a exemplo do Limiar Anaeróbio, ainda são pouco conhecidos. Objetivo: O presente estudo objetiva investigar o efeito da utilização da música assíncrona sobre respostas fisiológicas, psicofisiológicas e de desempenho em exercício exaustivo em cicloergômetro, prescrito de forma individualizada com base no Limiar Anaeróbio. Metodologia: Dez homens saudáveis (idade:21±1 anos; estatura:173±7 cm; massa corporal:71,7±7,8kg; %gordura:9,2±2,7) foram submetidos a três sessões de avaliação em cicloergômetro (Monark Ergomedic 894e). Na primeira, um protocolo incremental com intensidade inicial de 50W e acréscimos de 25W a cada três minutos foi conduzido para determinação da intensidade de limiar anaeróbio (iLAn), o qual foi realizado por análise de bissegmentação das retas de regressão. De forma randomizada, as duas subsequentes sessões foram destinadas a execução de exercício contínuo e exaustivo, em intensidade 20% superior à iLAn, acrescidos (CM) ou não (SM) da utilização de músicas assíncronas previamente selecionadas pelos participantes. Em todos os testes, a velocidade foi fixada em 80 rpm. Variáveis fisiológicas como concentração lactacidêmica ([Lac]) e frequência cardíaca (FC) e psicofisiológicas (escalas de percepção subjetiva de cansaço-PSC e intensidade-PSE) foram mensuradas a cada 90 segundos. Foi considerado como desempenho o tempo limite (T.T). Os dados estão exibidos em média ± desvio padrão. O nível de significância foi fixado em 5%. Resultados: A presente amostra apresentou iLAn a 153±16W. O Teste-t pareado não indicou diferenças para os valores médios das variáveis fisiológicas ([Lac] SM=7,2±1,3mM e CM=7,7±1,3mM; p=0,298; FC SM=165±9bpm; CM=168±10bpm; p=0,122), psicofisiológicas (PSC SM=13±1; CM=13±1; p=0,506; PSE; SM=4±1; CM=4±1; p=0,145) e de desempenho (T.T SM=671±255; CM=636±208; p=0,410). Considerações finais: Com base nos resultados obtidos, é possível concluir que, além de não modificar respostas fisiológicas e psicofisiológicas, a inserção da música assíncrona também não exerceu efeito ergogênico em exercício físico exaustivo realizado em intensidade 20% superior à iLAn.

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