Efeitos da Prática do Treinamento Resistido Convencional na Estabilidade do Joelho de Mulheres Adultas

Por: Robson Melo Brilhante e Ronieri Melo Brilhante.

Lecturas: Educación Física y Deportes - v.25 - n.269 - 2020

Send to Kindle


Resumo

A qualidade do movimento corporal humano tem sido uma das grandes preocupações da ciência nos últimos anos. Nesse sentido, a articulação do joelho passou a receber atenção especial, pois trata-se de uma estrutura complexa e relativamente instável que recebe sobrecarga frequente. Evidências apontam que a estabilidade dessa articulação é influenciada pela eficiência dos músculos posterolaterais do quadril. O objetivo do estudo foi analisar o padrão de movimento dos joelhos em mulheres praticantes de treinamento resistido convencional, através do teste Descida do degrau (Step down). Com o step ajustado a 10% da estatura, cada participante realizou três repetições em base unipodal com ambos os membros. Aqui, mostramos que 100% das participantes apresentaram algum nível de valgo dinâmico. Portanto, o treinamento resistido convencional, de forma exclusiva, não assegura boa estabilidade para a articulação do joelho.

eferências

Almeida, G. P. L., Carvalho-e-Silva, A.P., França, F.J.R., & Magalhães, M.O. (2016). Ângulo-q na dor patelo femoral: relação com valgo dinâmico do joelho, torque abdutor do quadril, dor e função. Revista Brasileira de Ortopedia, 51(2), 181-186. Recuperado de: https://doi.org/10.1016/j.rbo.2015.05.003

Azhar, M. N., Affandi, N.F., Mail, M.S.Z, & Shaharudin, S. (2019). The effects of foot position on lower extremity kinematics during single leg squat among adolescent male athletes. Journal of Taibah University Medical Sciences, 14(4), 343-349. Recuperado de: https://dx.doi.org/10.1016%2Fj.jtumed.2019.06.007

Baldissera, L., Machado, D.L., Alves, L.G., Faleiro, D., & Zawadzki, P. (2017). Benefícios percebidos por praticantes de musculação para a saúde, estilo de vida e qualidade de vida. Unoesc e Ciência – ACBS, Joaçaba, 8(2), 117-124, jul/dez. Recuperado de: https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acbs/article/view/13055

Baldon, R. M., Lobato, D.F.M., Carvalho, L.P., Wun, P.Y.L., & Serrão, F.V. (2011). Diferenças biomecânicas entre os gêneros e sua importância nas lesões do joelho. Revista Fisioterapia e Movimento, Curitiba, 24(1), 157-166, jan/mar. Recuperado de: https://doi.org/10.1590/S0103-51502011000100018

Boyle, M. (2015). Avanços no Treinamento Funcional. Porto Alegre: Artmed.

Boyle, M. (2018). O Novo Modelo de Treinamento Funcional de Michael Boyle (2ª ed.). Porto Alegre: Artmed.

Cook, G., Burton, L., Hoogenboom, B.J., & Voight, M. (2015). Functional Movement Screening: the use of fundamental movements as an assessment of function-part 2. International Journal Sport Physical Therapy, 9(4), 549-563, ago. Recuperado de: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25133083/

Dantas, E.H.M. (2014). A Prática da Preparação Física (6ª ed.) Vila Mariana, SP: Roca.

Fleck, S. J., & Kraemer, W. J. (2006). Fundamentos do Treinamento de Força Muscular (3ª ed.). Porto Alegre: Artmed.

Foley, R.C.A., Bulbrook, B.D., Button, D.C., & Holmes, M.W.R. (2017). Effects of a Band Loop on lower Extremity Muscle Activity and Kinematics During The Barbel Squat. The International Journal of Sports Physical Therapy, 12(4), 550-559. Recuperado de: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28900561/

Lobo Júnior, P., Neto, I.A.B., Borges, J.H. de S., Tobias, R.F., Boitrago, M.V. da S., & Oliveira, M. de P. (2018). Clinical Muscular Evaluation in Patellofemoral Pain Syndrome. Acta Ortop Bras. 26(2), 91-3. Recuperado de: https://doi.org/10.1590/1413-785220182602187215

Lima, D.A.F. de, Abdon, R.C., Gabriel, M.G., Noronha, M.C.C., Cardoso, B.A., & Dias, G.A. da S. et al. (2019). Análise Biomecânica de Membros Inferiores em Mulheres Acometidas com Dores Articulares no Joelho. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, 3(3), 331-340. Recuperado de: https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6032.2019v23n3.36883

Maioli, H. N. (2012). Avaliação do consumo de suplementos por mulheres praticantes de atividade física em uma academia na cidade de Taguatinga - DF. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo, 6(32), 118-125. Recuperado de: http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/287

Mostaed, M. F., Werner, D. M., & Barrios, J. A. (2018). 2D and 3D Kinematics During lateral Step-Down Testing in Individuals With Anterior Cruciate Ligament Reconstruction. The International Journal of Sports Physical Therapy, 13(1), 77-85. Recuperado de: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29484244/

Nakagawa, T. H. (2008). Função dos músculos abdutores e rotadores laterais do quadril no tratamento da síndrome da dor femoropatelar. São Carlos, UFSC. 174p. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas). Universidade Federal de São Carlos. Recuperado de: https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/5224/1779.pdf?sequence=1

Oliveira, R.R. de, Chaves, S.F., Lima, Y.L., Bezerra, M.A., Almeida, G.P.L., & Lima, P.O. de P. (2017). There Are no Biomechanical Differences Between Runners Classified by The Functional Movemente Screen. The International Journal of Sports Physical Therapy, 12(4), 625-633. Recuperado de: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28900569/

Santarém, J. M. (2012). Musculação para Todas as Idades: comece a praticar antes que seu médico recomende. Barueri, SP: Manole.

Schmidt, E., Harris-Hayes, M., & Salsich, G. B. (2019). Dynamic knee valgus kinematics and their relationship to pain in women with patellofemoral pain compared to women with chronic hip joint pain. Journal of Sport and Health Science, 8, 486-493. Recuperado de: https://doi.org/10.1016/j.jshs.2017.08.001

Scuciato, H. N., Celistrino, S.S., & Candido, T.M.. (2017). Avaliação do valgo dinâmico do joelho em mulheres. Revista de Trabalhos Acadêmicos da FAM: TCC 2016, 2(1), 72-91. Recuperado de: http://faculdadedeamericana.com.br/revista/index.php/TCC/article/view/198

Simões, C.S.M., Samulski, D.M., Simim, M. & Santiago, M.L. de M. (2011). Análise da qualidade de vida dos professores e alunos de musculação: um estudo comparativo. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, 16(2), 107-112. Recuperado de: https://doi.org/10.12820/rbafs.v.16n2p107-112

Thompson, W. R. (2017). Worldwide survey of fitness trends for 2018. American College of Sport Medicine (ACSM): Health & Fitness Journal, 21(6), 10-19. Recuperado de: https://doi.org/10.1249/FIT.0000000000000438

Trepczynski, A., Kutzner, I., Schwachmeyer, V., Heller, M.O., Pfitzner, T. & Duda, G.N. (2018). Impact of antagonistic muscle cocontraction on in vivo knee contact forces. Journal of NeuroEngineering and Rehabilitation, 15. Recuperado de: https://doi.org/10.1186/s12984-018-0434-3.

Trindade, T.B., Prestes, J., Neto, L.O., Medeiros, R.M.V., Tibana, R.A., de Sousa, N.M.F. et al. (2019). Effects of Pre-exhaustion Versus Traditional on Training Volume, Maximal Strength, and Quadriceps Hipertrophy. Frontiers in Physiology, 10. Recuperado de: https://doi.org/10.3389/fphys.2019.01424

Viais, A. S. (2015). Benefícios da prática da musculação na imagem corporal para mulheres. FACIDER Revista Científica, 9, 1-14. Recuperado de: https://docplayer.com.br/33720382-Beneficios-da-pratica-da-musculacao-na-imagem-corporal-para-mulheres.html

Weineck, J. (2005). Biologia do Esporte (7ª ed.). São Paulo: Manole.

Endereço: https://www.efdeportes.com/efdeportes/index.php/EFDeportes/article/view/2153

Comentários


:-)





© 1996-2020 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.