Efeitos das Intervenções com Atividade Física Isolada e Multiprofissional nas Capacidades Físicas, Componentes Neuromotores e Sintomas Depressivos em Idosos com Doença de Alzheimer

Por: Mariana Siqueira Antunes.

101 páginas. 2019 10/04/2019

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Resumo

A Doença de Alzheimer (DA) é uma das mais importantes doenças neurodegenerativas comum nos idosos, sendo a mais prevalente entre as demências, associa-se a um alto índice de morbidade e mortalidade. A doença compromete inicialmente a memória recente e o julgamento de decisões, além de acarretar um declínio funcional progressivo e uma perda gradual da autonomia, ocasionando uma dependência total de outras pessoas. A DA também é acompanhada por alterações comportamentais e distúrbios psiquiátricos, os quais são presentes em até 90% dos idosos com DA. A depressão pode atingir até 50% dos idosos com DA, sendo um dos principais focos de tratamento. Intervenções não farmacológicas tais como treinamento físico, fisioterapia, terapia ocupacional, arte terapia, fonoaudiologia e reabilitação neuropsicológica atuam de forma coadjuvante ao tratamento medicamentoso contribuindo para atenuação de declínios cognitivos, melhora do bem-estar e sintomas psiquiátricos. O presente estudo teve como objetivo analisar efeitos das intervenções com atividade física (AF) isolada e multiprofissional nas capacidades físicas, componentes neuromotores e sintomas depressivos em idosos com DA. A amostra incluiu 34 idosos com DA randomizados em grupo controle sem intervenção (GC = 8), grupo intervenção com atividade física isolada (GAFI = 12) e grupo intervenção multiprofissional (GM = 14). Testes físicos e questionários foram aplicados no início e ao final do estudo. Todos os participantes da pesquisa realizaram avaliação neuropsicológica e neuropsiquiátrica, questionário de nível de AF e avaliação física (testes de resistência muscular, capacidade aeróbia, flexibilidade e agilidade/equilíbrio dinâmico). O programa de AF aplicado nas intervenções foi multimodal e incluiu exercícios aeróbios, de coordenação motora, agilidade e equilíbrio, de resistência, flexibilidade e relaxamento. A duração das intervenções foi de 3 meses, duas vezes na semana, com 75 min cada sessão. O grupo GM participou de oficinas de AF, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, arte terapia, jogos, estimulação cognitiva e computadorizada. A duração destas oficinas eram de 60 a 90 min cada (totalizando 6 h ao dia), 2 dias por semana, por 3 meses. Foi utilizado Análise de variância (ANOVA) para verificar diferenças antes e ao final do estudo. No caso de significância, foi realizado uma análise de post-hoc com Tukey. Admitiu-se o nível de significância de p < 0,05 em todas as análises. Houve melhora significativa das capacidades físicas e componentes neuromotores dos grupos GAFI e GM em relação ao grupo GC. O grupo GM reduziu significativamente os sintomas depressivos em comparação ao grupo GC. Adicionalmente, houve aumento significativo nos níveis de AF Total do grupo GAFI em relação ao GC e aumento significativo na quantidade de AF no Lazer nos grupos GAFI e GM em relação ao GC. Conclui-se que as intervenções com AF isolada e em equipe multiprofissional foram eficazes para manutenção ou melhora das capacidades físicas e componentes neuromotores dos idosos com DA. Ressalta-se que as intervenções com AF isolada e multiprofissional utilizando o programa multimodal de AF beneficiaram os idosos com DA. Adicionalmente, a intervenção multiprofissional foi também capaz de reduzir sintomas depressivos dos idosos com DA.

Endereço: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100139/tde-04062019-002600/pt-br.php

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