Efeitos de 16 Semanas de Diferentes Estratégias de Treinamento Aeróbio nas Respostas Cardiorespiratórias de Coronariopatas

Por: Gustavo Gonçalves Cardozo.

53 páginas. 2013 09/04/2013

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Resumo

As curvas de eficiência de consumo de Oxigênio (OUES) do equivalente ventilatório de gás carbônico (VE/VCO2 slope) e de pulso de O2 (O2p slope) no teste cardiopulmonar (CPX) têm sido apontadas como variáveis prognósticas nas doenças cardiovasculares. Durante o CPX, o OUES e o VE/VCO2 slope parecem refletir a eficiência ventilatória, enquanto a O2p slope estaria associada à eficiência ventricular em diversas populações. Todavia, poucos estudos analisaram o efeito de diferentes abordagens de treinamento aeróbio sobre essas três curvas. O objetivo desta dissertação de mestrado foi analisar o efeito de 16 semanas de diferentes estratégias de treinamento aeróbio supervisionado sobre o OUES, VE/VCO2 slope e O2p slope de pacientes com doença arterial coronariana. Setenta e um pacientes com DAC (idade - 61 ± 12 anos) participaram do estudo e foram divididos em três grupos: treinamento aeróbio contínuo (GTC)(n=24) – 30 minutos a 70-75% da frequência cardíaca de pico (FCP); treinamento aeróbio intervalado (GTI) (n=23) – 30 minutos com estímulos sucessivos de 2 min a 60% e 2 min a 90% da FCP; e grupo controle (GC) (n=24) . Os grupos GTC e GTI treinaram 3 vezes por semana, durante 16 semanas. Os grupos não tiveram alterações clínicas ou medicamentosas ao longo do estudo. O OUES foi calculado com a fórmula: VO2 = a Log VE + b, “a” representando a inclinação da curva (slope). A VE/VCO2 slope foi determinada com base nos equivalentes ventilatórios. Após exclusão do 1º minuto do CPX, a O2p slope foi calculada através da regressão linear do O2p em função do tempo. A ANOVA de duas entradas demonstrou que, após 16 semanas de treinamento, o aumento da OUES foi significativamente maior (P<0,05) em GTI (1,8 ±0,6 para 2,1 ±0,6) do que em GTC (1,9 ±0,5 para 1,8 ±0,5) e GC (1,9 ±0,6 para 1,7 ±0,6). A O2p slope apresentou elevação em GTI, mas não em GTC (1,0±0,3 para 1,2±0,3 vs 1,3±0,3 para 1,2±0,3, respectivamente, P<0.05). Por outro lado, ocorreu diminuição da O2p slope no GC (1,4±0,3 para 1,0±0,3; P<0,05). Não houve diferença significativa inter ou intra-grupos para os valores de VE/VCO2 slope (P>0,05) quando comparados GTI (27,6 ±4,0 para 27,3 ±4,1), GTC (27,9 ±4,6 para 26,8 ±3,3) e GC (27,4 ±4,0 para 28,1 ±3,2). Conclui-se que o treinamento aeróbio intervalado pode ser mais eficaz que o treinamento contínuo para melhorar a OUES de pacientes com DAC. Portanto, a inclusão de treinamento aeróbio intervalado deveria ser considerada no contexto de programas de reabilitação cardiovascular.

Endereço: http://www.universo.edu.br/portal/niteroi/mestrado/mestrado-em-ciencias-da-atividade-fisica/

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