Efeitos de Dois Programas de Treinamento Sobre a Capacidade Cardiorrespiratória e a Composição Corporal de Jovens com Síndrome de Down

Por: Bruna Barboza Seron.

2014 04/04/2014

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Resumo

Jovens com síndrome de Down (SD) apresentam valores inferiores de composição corporal e de capacidade cardiorrespiratória quando comparados a seus pares sem deficiência. Tais valores estão relacionados com o aumento do risco de problemas de saúde que refletem de maneira negativa na vida adulta. Entretanto, os resultados encontrados nos poucos estudos de intervenção são contraditórios quanto aos efeitos do exercício nestas variáveis. Com isso, o objetivo deste estudo foi verificar o efeito de dois programas de treinamento (aeróbio e resistido) sobre a capacidade cardiorrespiratória e a composição corporal de jovens com SD. Para tanto, participaram da presente pesquisa 41 jovens com SD, de ambos os sexos, com idade entre 12 e 20 anos, que foram divididos em três grupos: grupo controle (GC, n=10), grupo de treinamento aeróbio (GTA, n=16) e grupo de treinamento resistido (GTR, n=15). O programa de treinamento teve duração de 12 semanas, com frequência de três vezes por semana para o GTA e de duas vezes para o GTR, e duração de aproximadamente 50 minutos por sessão. O treinamento aeróbio consistiu de exercícios em esteira/bicicleta com intensidade entre 50 e 70% da frequência cardíaca de reserva, enquanto que o treinamento resistido foi composto de nove exercícios que foram realizados em três séries de 12 repetições para cada exercício, com intervalo de um minuto entre as séries e de três minutos entre os exercícios. Foram realizadas avaliações antes e após o programa de treinamento da composição corporal pelo método de pletismografia com o uso do equipamento BODPOD®, e da capacidade cardiorrespiratória por meio de um teste de esforço máximo em esteira validado para tal população, com o uso do espirômetro portátil K4b², Cosmed. Para determinação da maturação esquelética, foi realizada radiografia de mão e punho, segundo o método de Greulich-Pyle. Os dados foram tratados por meio de estatística descritiva e testes de comparação intra grupos e entre grupos pré e pós-treinamento (ANOVA e Teste T). Para correlacionar as variáveis foi calculado o coeficiente de correlação de Spearman, foi também utilizada análise de covariância (ANCOVA) para controlar o efeito da maturação esquelética sobre as variáveis analisadas. Foi utilizado o software SPSS, versão 18.0, e adotado nível de significância de 5% para todas as situações. Os valores iniciais de composição corporal e capacidade cardiorrespiratória dos jovens com SD foram preocupantes para uma saúde positiva. O treinamento aeróbio ou resistido não foi capaz de reduzir a % de gordura corporal e/ou aumentar o consumo pico de oxigênio, entretanto, o grupo controle apresentou efeitos significativamente negativos para ambas as variáveis, inclusive quando considerada a maturação esquelética. Ademais, o GTA reduziu de maneira significativa as medidas de índice de massa corporal e circunferência abdominal e aumentou, significativamente, a capacidade de trabalho. Além disso, o treinamento (aeróbio e resistido) foi capaz de aumentar significativamente os valores de ventilação máxima e reduzir os valores de freqüência cardíaca submáxima, evidenciando um aprimoramento cardiorrespiratório.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000191081

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