Efeitos de Três Ordens de Execução dos Exercícios em Programa de Treinamento com Pesos Sobre Indicadores de Saúde em Mulheres Idosas Treinadas

Por: Marcia Marques Dib.

2017 23/02/2017

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Resumo

A prática regular de treinamento com pesos (TP) tem sido amplamente recomendada para idosos, uma vez que pode atenuar grande parte dos acometimentos à saúde associados ao processo de envelhecimento. Entretanto, os benefícios deste tipo de exercício são em grande parte dependentes da manipulação correta das variáveis que compõem os programas de treinamento. Desse modo, considerando que a ordem de execução dos exercícios pode afetar o volume e/ou a intensidade do TP e, consequentemente, as respostas adaptativas ao TP, a proposta deste estudo foi verificar a influência da manipulação de três diferentes ordens de execução de exercícios em um programa de TP, sobre a força muscular, massa muscular esquelética (MME), gordura corporal e capacidade funcional de mulheres idosas treinadas. Para tanto, 45 mulheres idosas treinadas foram aleatorizadas, de acordo com a força relativa a MME, em três diferentes grupos de treinamento a saber: Grupo treinamento dos grandes para os pequenos grupos musculares (TGP ? ordem 1); grupo treinamento dos pequenos para os grandes grupos musculares (TPG ? ordem 2) e grupo treinamento em ordem alternada por segmento (TAS ? ordem 3). Todos foram submetidos a um programa de TP semelhante (08 exercícios, 3 séries, 3x/semana) diferindo-se apenas na ordem de execução dos exercícios. Testes de uma repetição máxima (1-RM) foram aplicados para avaliação da força muscular. A composição corporal foi determinada por absortometria radiológica de dupla energia (DEXA) e a capacidade funcional por meio de testes propostos pelo protocolo de avaliação da autonomia funcional do Grupo de Desenvolvimento Latino-Americano para a Maturidade (GDLAM). Resultados: Melhoria na força (TGP: +7,3%; TPG: +8,0; TAS: +8,0%) na MME (TGP: +1,2%; TPG: +1,1; TAS: +1,3%) e capacidade funcional (Caminhar 10mts: TGP: -3,1%; TPG: -4,1; TAS: -5,0%; Levantar-se da posição sentada: TGP: -5,7%; TPG: -1,5; TAS: -4,1%; Levantar-se da posição de decúbito ventral: TGP: -6,9%; TPG: -4,4; TAS: -9,0%) identificado pelo efeito do tempo (P<0,05), entretanto sem diferença entre os grupos. Não se observou modificações na gordura corporal (P>0.05). Conclusão: o TP promoveu aumento da força muscular, da MIGO de membros superiores e inferiores e da MME, além de melhorias na capacidade funcional de mulheres idosas treinadas, após 12 semanas de intervenção, independente da ordem de execução dos exercícios adotada.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000211161

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